Kubica nega influência de acidentes no Rali da Grã-Bretanha em planos futuros: "Não faz diferença"
Apesar das estreia problemática no WRC, Robert Kubica garantiu que os acidentes do Rali da Grã-Bretanha não vão influenciar sua decisão sobre a temporada 2014. Polonês ressaltou ainda surpresa com a decisão de Maciek Baran, seu copiloto, de não disputar a prova
Apesar da desastrosa estreia no WRC, Robert Kubica segue considerando a possibilidade de seguir na modalidade em 2014. No último fim de semana, o polonês capotou duas vezes seu Citroën DS3 durante a disputa do Rali da Grã-Bretanha e não conseguiu completar os quatro estágios da prova.
Mesmo com o susto, Kubica segue discutindo suas possibilidades com a Citroën e com o chefe da M-Sport. “Disse antes do início deste rali que isso não afetaria a minha decisão para o futuro e não vai”, garantiu.
“Eu tenho de pensar sobre o próximo ano e o que aconteceu em Gales foi desapontador, mas não faz diferença”, defendeu. “Corri sem metas durante todo o ano, apenas para descobrir o rali, mas no Rali da Grã-Bretanha eu coloquei a meta de completar o maior número de quilômetros possível e agora eu tenho a menor quilometragem da minha carreira em um rali”, lamentou.
Ainda, Robert reconheceu que as condições na prova inglesa eram difíceis, mas ressaltou que a mudança de copiloto foi o que mais o abateu neste fim de semana. Maciek Baran, o tradicional parceiro de Kubica, decidiu não competir na Grã-Bretanha e o piloto não teve tempo de encontrar um navegador polonês, formando dupla com o italiano Michele Ferrara.
Apesar de falar italiano fluentemente, Kubica explicou que a mudança na língua dificultou o trabalho dentro do carro e justificou que o segundo acidente foi causado por um erro na interpretação das informações.
“Quando você tem pouco tempo para se conhecer e tudo acontece no último momento, você sabe que pode ser um risco, mas eu tentei não pensar nisso”, falou. “Se você me perguntar como me senti quando eu soube [da decisão de Baran], eu fiquei bem assustado”, seguiu.
“Eu disse ao Maciek que se eu continuasse no rali, então teríamos de nos comprometer por no mínimo três anos. Mas acabou que em dez meses ou menos a decisão dele foi diferente e isso me colocou em uma situação realmente difícil”, comentou. “Não quero culpar esta situação, mas isso não ajudou no meu debute no WRC.”
“Juntos, Michele e eu trabalhamos bastante duro. Mas eu estou feliz com o jeito dele. Não foi fácil, nos esforçamos muito para simplificar as coisas, mas não fomos recompensados com a melhor sorte”, encerrou.
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