Nona no Dakar, Sanz descarta machismo, mas cita “limite físico” e admite: “É impossível que uma mulher ganhe”

Melhor mulher na disputa entre as motos na história do Rali Dakar, Laia Sanz afirmou que é impossível que uma mulher vença a competição. Espanhola citou “limite físico” para justificar sua crença

Dona de 16 títulos mundiais — 13 de Trial e 3 de Enduro —, Laia Sanz encantou o mundo do esporte com sua atuação na edição 2015 do Rali Dakar. Aos 29 anos, a espanhola fechou a maior competição off-road do planeta com um nono posto e se tornou a melhor mulher na disputa entre as motos da história da competição.
 
Apesar do histórico e da atuação impecável na prova da América do Sul, Laia não acredita em suas chances de vencer a competição. De acordo com a piloto da Honda, existe um limite físico que impede as mulheres de vencerem os homens.
Laia Sanz afirmou que é impossível para uma mulher vencer o Dakar (Foto: Honda)
“É impossível que uma mulher ganhe o Dakar, porque existe um limite físico”, afirmou Sanz em entrevista à agência de notícias ‘Europa Press’. “Não é uma questão de machismo, simplesmente é isso”, resumiu. 
 
“Quando você está tão para cima, você nota esse limite. É preciso trabalhar muito, mas não penso em nenhum resultado, porque não é fácil melhorar o deste ano”, completou.
 
Pentacampeão entre as motos, Marc Coma reconheceu o feito de Laia no Dakar 2015, mas, assim como a conterrânea, citou a diferença de força entre homens e mulheres ao dizer que não acredita que a vitoriosa catalã possa triunfar no maior rali do mundo a bordo de uma moto.
 
“Laia deu os passos adequados. Primeiro deixando o Trial, depois chegando a uma equipe oficial”, citou em entrevista ao jornal espanhol ‘AS’. “Ela me encanta, não vejo limite. É muito difícil que ela possa ganhar, porque, no fim, não deixa de ser uma mulher e a força de uma mulher é diferente da nossa”, justificou.
 
“É uma desvantagem, é assim, mas um pódio, por que não? Depende do ano. No ano passado, [Jordi] Viladoms esteve no pódio com uma hora e pouco de atraso para mim, por exemplo. No top-5, não é descabido”, concluiu Coma.
 DOIS A TRÊS SEGUNDOS

Os carros de F1 devem se mostrar entre dois e três mais rápidos na temporada 2014. A afirmação, baseada em informações fornecidas pelas equipes, é feita por Paul Hembery, diretor-esportivo da Pirelli. Isso significa que os carros deverão voltar a andar no ritmo em que andavam com os motores V8 aspirados — às vezes, até mais rápidos.

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ÁREA 27

Recebeu a luz verde a construção de um autódromo desenhado pelo campeão mundial de 1997, Jacques Villeneuve, no Canadá. O traçado de 4,8 km, localizado no distrito de South Okanagan, na província da Colúmbia Britânica, está sendo chamado de ‘Área 27’ — número que consagrou tanto Jacques quanto seu pai, Gilles. Ao explicar sobre o que se trata o projeto, o piloto disse que sempre teve vontade de desenhar um circuito — e que este teria de possuir um traçado marcante.

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A COISA ESTÁ FEIA

Em situação falimentar, a Sauber pena para desenvolver o C34 porque usou todo o dinheiro que recebeu de Felipe Nasr, Marcus Ericsson e a FIA para pagar o que devia. Não fosse a Ferrari a parceira que é, a equipe suíça teria caído fora do campeonato junto com a Caterham e a Marussia. O GRANDE PRÊMIO conta os bastidores da escuderia que vai ter de se virar para tentar alinhar seus carros no GP da Austrália, daqui 50 dias.

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