Primeiro brasileiro a completar Rali Dakar com quadriciclo, Suguita exalta “desafio mais difícil do que eu poderia imaginar”
Décimo colocado na edição 2015 do Rali Dakar, André Suguita é o primeiro brasileiro a completar a maior prova off-road do planeta a bordo de um quadriciclo. Paulistano de 34 anos trabalha no mercado financeiro
André Suguita escreveu seu nome na história do Rali Dakar. A bordo de um quadriciclo Can-Am Renegade, o paulistano de 34 anos completou a edição 2015 da prova no décimo posto e se tornou o primeiro brasileiro a terminar a maior competição off-road do planeta em um quadriciclo.
“Foi um desafio muito mais difícil do que eu poderia imaginar”, declarou Suguita, que trabalha no mercado financeiro. “Nunca tive a ambição de fazer um bom resultado no Dakar, mas sim de viver as experiências e completar a prova, e não desisti até o último instante”, continuou.

André Suguita ficou com o décimo posto na disputa entre os quadriciclos (Foto: Divulgação)
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Stop & Go: Jean Azevedo |
“Estou muito feliz e tive forte apoio da família e dos amigos, além da minha equipe de apoio, que não poderia ter sido melhor”, elogiou. “Sem eles eu não teria chegado até aqui”, frisou.
Para os quadriciclos, a edição 2015 do Dakar teve um total de 9.295 km — sendo 4.752 km de trechos cronometrados. Apesar do desafio, Suguita encarou os mais variados terrenos na Argentina, na Bolívia e no Chile estreando com o Can-Am Renegade.
“O Dakar foi a minha primeira experiência com o Can-Am Renegade e certamente não teria completado sem ele”, considerou André. “Fui surpreendido com o alto nível de dificuldade da prova e o quadriciclo ajudou muito nos momentos em que me faltaram a experiência e a técnica. Passei por dunas de 300, 400 metros, o que era algo inédito para mim, e o Renegade fez toda a diferença. Estou muito feliz pela escolha”, sublinhou.
Na categoria dos quadriciclos, o número de abandonos na edição 2015 do Dakar foi bastante alto. Dos 48 inscritos, apenas 18 terminaram a prova.
“Houve momentos em que eu me perguntava ‘O que estou fazendo aqui? Onde eu me meti?`, mas os problemas foram sendo solucionados e tive como estratégia adotar uma tocada mais suave”, revelou Suguita. “Muitos foram ficando pelo caminho, e percebi que no Dakar a única certeza é de que o dia nunca será da forma como você imaginou. Não há nada igual a cruzar a linha de chegada, é algo que não tem preço”, concluiu o brasileiro.
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