Quadriciclos: Sonik recupera liderança do Dakar um dia depois de perdê-la. Gallegos vence nono estágio

Durou pouco a liderança de Ignacio Casale nos quadriciclos, visto que Rafal Sonik foi segundo colocado na etapa desta terça-feira (13), vencida pelo chileno Victor Gallegos

9ª ETAPA |13 de janeiro
Iquique (CHI) a Calama (CHI)
 
Deslocamento: 51 km
Trecho cronometrado: 450 km
Percurso total: 501 km

Victor Gallegos venceu e Rafal Sonik recuperou a liderança dos quadriciclos após a nona especial do Rali Dakar 2015, disputada nesta terça-feira (13) entre as cidades de Iquique e Calama.

Para Gallegos, o triunfo foi o primeiro do ano, e obtido de forma dominante: mais de 15 minutos de vantagem para Sonik, o segundo colocado. Ele ainda não havia feito uma apresentação tão boa nesta edição do rali.

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Mas Sonik não tem motivos para lamentar pela segunda colocação. Dez minutos mais veloz que Ignacio Casale nos 450 km de trecho cronometrado, ele reassumiu a dianteira na classificação geral.

Victor Manuel Gallegos em uma das etapas do Dakar (Foto: Eric Vargioli/DPPI)

Antes de 6min a favor de Casale, agora a diferença é de 4min, com o polonês ocupando a primeira colocação. São os dois que vão brigando isoladamente pela supremacia entre os quadriciclos em 2015.

"Foi um bom estágio com um bom ritmo. Foi o primeiro estágio em que não tive nenhum problema mecânico. No ano passado, terminei o Dakar na quinta posição e neste ano a minha meta era ficar entre os líderes. Não tive uma primeira metade favorável, mas hoje, em todo caso, mostrei o ritmo que sou capaz de estabelecer. Estou muito feliz com o trabalho de hoje", afirmou Gallegos. "E eu estou em um quadri de 450cc, enquanto meus adversários têm máquinas de 750cc."

Sergio Lafuente foi terceiro na especial, seguido por Casale e por Jeremías Ferioli, vencedor na segunda-feira.

Com 15 de 22 competidores tendo concluído a prova, o brasileiro André Suguita aparecia na 11ª posição na etapa.

A décima especial do Dakar será já nesta quarta-feira com 371 km de trecho cronometrado para as motos entre Calama e Cachi. A largada será bem cedo: às 4h30 locais (5h30 de Brasília).

#GALERIA(5181)
Rali Dakar 2015, Etapa Iquique (CHI) – Calama (CHI), Quadriciclos:

1 254 VICTOR MANUEL GALLEGOS LOZIC CHI XC RALLY TEAM
YAMAHA
6:31.460  
2 251 RAFAL SONIK POL SONIK TEAM
YAMAHA
6:47.210 +15:35
3 252 SERGIO LAFUENTE URU JIANMING
YAMAHA
6:57.150 +25.690
4 250 IGNACIO CASALE CHI XC RALLY TEAM
YAMAHA
6:58.100 +25:29 
5 261 JEREMÍAS GONZÁLEZ FERIOLI ARG RAPTOR 700
YAMAHA
7:02.070 +26:24  
6 260 CHRISTOPHE DECLERCK FRA TEAM QUAD
YAMAHA
7:04.000 +30:21 
7 283 WALTER NOSIGLIA BOL MEC TEAM
HONDA
7:04.190 +32:14
8 270 DANIEL DOMASZEWSKI ARG YPH ELAION
HONDA
7:29.160 +32.33
9 256 NELSON AUGUSTO SANABRIA GALEANO PAR SANABRIA
YAMAHA
7:48.030 +57:30
10 257 SEBASTIAN PALMA CHI XC RALLY TEAM
CAN-AM
5:59.330 +1:18.02

PARA SUPERAR KTM, HONDA TRANSFERE TECNOLOGIA DA MOTOGP PARA DAKAR
Desde 2005, falar da disputa entre as motos no Rali Dakar é sinônimo de falar da KTM. Com Marc Coma e Cyril Despres, a montadora austríaca conquistou o título nove vezes consecutivas — entre 2005 e 2014 (o rali não aconteceu em 2008) — e, exceto pela disputa interna entre o espanhol e o francês, não teve maiores desafios na competição.
 
Depois de 24 anos de ausência, entretanto, a Honda decidiu voltar à maior prova off-road do mundo em 2013 e, desde então, trabalha para encontrar um caminho para superar a 450 Rally Factory da KTM. Para a edição 2015 da disputa, a casa da asa dourada decidiu reforçar a CRF 450 Rally, que estreou no rali do ano passado, incorporando na moto sua mais alta tecnologia.

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De acordo com o Tribunal de Contas do Distrito Federal, “várias irregularidades” foram constatadas na análise do projeto, dentre elas, sobrepreço de quase R$ 35 milhões, duplicidade de serviços e “falhas graves no projeto básico de engenharia”.

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Satisfeita com o rendimento da escuderia na temporada 2014, na qual Felipe Massa e Valtteri Bottas garantiram o terceiro lugar no Mundial de Construtores, Claire disse que o dinheiro é importante, mas não decisivo. Segundo ela, é possível alcançar títulos menos contando com um orçamento menor.

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