Agilidade nas decisões de comissários da CBA é primordial para sucesso da Stock Car em 2022

Comissários da CBA novamente demoraram na tomada de decisão de algo que ficou claro para quem acompanhou a prova no Aeroporto do Galeão

Se por um lado, a volta ao Rio de Janeiro depois de dez anos é uma excelente notícia para a Stock Car, por outro, a demora na tomada de decisão pelos comissários da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) era algo que quem segue de perto a categoria não sentia nenhuma saudade.

Mas antes de analisarmos o ocorrido na corrida 2, vamos à pista. Inspirada nas corridas realizadas pela Indy no Aeroporto de Cleveland, em Ohio (EUA) e pela Fórmula E no Aeroporto de Tempelhof, em Berlim (ALE), a Stock trouxe um circuito de sete curvas e 3.226 m de extensão montado dentro do Aeroporto do Galeão e homenageando Cacá Bueno, um dos principais entusiastas para a volta da Cidade Maravilhosa à categoria. Nada mais justo, de fato.

É uma pista sem nenhuma referência para os pilotos e que prometia pé embaixo praticamente todo o tempo, mas com um asfalto que fez com que os bólidos da Stock Car tivessem o chamado “efeito golfinhada”, tal qual vimos na Fórmula 1 em 2022. Além disso, teve no uso do vácuo como o grande protagonista para cravar uma boa volta na classificação do sábado (9).

Daniel Serra venceu a corrida 1 no Rio de Janeiro (Foto: Marcelo Machado de Melo)

Porém, tal artimanha não se mostrou tão efetiva assim no domingo, sobretudo na corrida 1, que teve vitória de ponta a ponta de Daniel Serra, prova esta em que em nenhum momento chegou a ser ameaçado, nem por Sérgio Jimenez, muito menos por Matías Rossi.

Partimos para a corrida 2 e aqui vai o principal problema da categoria. A ultrapassagem de Marcos Gomes em cima de Ricardo Maurício sob bandeira amarela foi clara para todos que acompanhavam a prova, em pelo menos três ângulos diferentes mostrado pela emissora que detém os direitos de transmissão da Stock Car.

Ora bolas, se ficou evidente para todo mundo que a manobra do piloto da Cavaleiro Sports era inválida, porque os comissários da CBA já não anunciaram a decisão de vitória de Maurício antes do pódio? Fica o constrangimento de promover uma cerimônia em que o vencedor, de direito, não subiu no lugar mais alto e recebeu um troféu contrariado. A organização demorou menos tempo desta vez, é verdade, haja visto as corridas em Goiânia que se arrastaram no STJD na temporada passada.

Ricardo Maurício herdou vitória na corrida 2 no Rio de Janeiro (Foto: Marcelo Machado de Melo)

Falta agilidade na tomada de decisão em pista, e não é por falta de recurso, porque as salas dos comissários têm acesso em tempo real das imagens da transmissão da Stock. Ninguém gosta de assistir uma corrida que, horas ou dias depois, troca de vencedor. Isso joga contra quem deseja ser vanguarda no esporte a motor no Brasil. É uma imagem que vem se repetindo há alguns anos na categoria.

A volta a um palco que tem história no automobilismo nacional não merecia uma prova com asterisco. Nem o público aguenta mais acompanhar uma corrida sem que prevaleça o resultado de pista.

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