Stock Car
28/11/2014 10:00

Barrichello chega a Curitiba na condição de favorito na Stock Car e encara primeira decisão efetiva de título em 23 anos

Recordista em número de GPs disputados na F1, Rubens Barrichello vai chegar a Curitiba para a etapa final da Stock Car na condição de favorito à taça. É a primeira vez em 23 anos de carreira que o piloto vai efetivamente viver uma decisão de título. A última vez em que se sagrou campeão no automobilismo foi na F3 Inglesa em 1991
Warm Up / EVELYN GUIMARÃES, de Curitiba
 Rubens Barrichello (Foto: Miguel Costa Jr/Medley)
Rubens Barrichello desembarca neste fim de semana em Curitiba na condição de favorito ao título da Stock Car na temporada 2014. O piloto da Full Time precisa apenas de um quarto lugar, na manhã do próximo domingo (30), para garantir a faixa de campeão. É a primeira vez em 23 anos de carreira que Barrichello, 42 anos, vai viver uma etapa efetivamente decisiva. A última vez em que isso aconteceu foi em 1991, quando conquistou o título da F3 Inglesa.

Naquela época, o brasileiro já chamava atenção pelos resultados vitoriosos no kart tupiniquim e estava apenas em sua terceira temporada nos monopostos. Um ano antes, na estreia na Europa, Rubens venceu a F-Opel e, na temporada seguinte, arrebatou a taça da versão britânica da F3, com 74 pontos.
Rubens Barrichello é o favorito ao título da Stock Car (Foto: Duda Bairros)
Curiosamente, o paulista disputou aquele título com David Coulthard, a quem encontraria também na F1 anos mais tarde. Além de Coulthard, outros nomes importantes do esporte a motor disputaram aquele campeonato, como os brasileiros Gil de Ferran, que terminou em terceiro, Oswaldo Negri, Pedro Paulo Diniz e André Ribeiro.

A lista de concorrentes também tinha o dinamarquês Tom Kristensen, que mais tarde se tornaria o maior vencedor das 24 Horas de Le Mans, além do britânico Steve Robertson, hoje empresário de Felipe Nasr na F1. De qualquer forma, Rubens fechou a temporada com nove poles e quatro vitórias, contra cinco do escocês. Ainda assim, a regularidade contou a favor do brasileiro.

Barrichello ainda fez mais uma temporada na F-3000 em 1992 antes de estrear na F1 pela Jordan no ano seguinte. O veterano disputou quatro temporadas pela equipe irlandesa. Em 1997, foi contratado por Jackie Stewart e por lá ficou até 2000, quando veio a grande chance na Ferrari.

Na esquadra italiana, Rubens viveu um período conturbado na convivência com Michael Schumacher e, embora tenha sido vice-campeão duas vezes, nunca chegou a disputar efetivamente o título com o alemão, que venceu entre 2000 e 2006 cinco de seus sete mundiais na F1. Já o brasileiro ganhou nove corridas enquanto defendeu as cores de Maranello.

Em 2006, Rubens mudou de time e foi defender a Honda. Viveu um período de seca e só voltou a vencer em 2009, quando a montadora japonesa deixou a F1 e deu lugar para a Brawn. Naquele ano, o piloto conquistou duas vitórias, mas o enorme domínio de Jenson Button acabou selando as chances do paulista. Barrichello ainda correu pela Williams entre 2010 e 2011, ano em que deixou a F1.

Na temporada seguinte foi para a Indy, mas apenas por um ano e sem vitórias, somente o titulo de novato do ano. A história na Stock Car começou para valer mesmo em 2013, depois da participação em três corridas no ano anterior.

A primeira vitória, entretanto, aconteceu somente neste ano. Rubens venceu a Corrida do Milhão em Goiânia. E na sequência ainda faturou a etapa de Cascavel. Os triunfos e a grande regularidade ao longo de 2014 o colocam agora em posição de favorito.

O piloto lidera com 198 pontos, contra 183,5 de Átila Abreu e 174,5 de Thiago Camilo. Além dos três, outros cinco pilotos também estão na disputa. E são eles: Júlio Campos, Antônio Pizzonia, Sergio Jimenez, Cacá Bueno e Allam Khodair.

O GRANDE PRÊMIO cobre 'in loco' a decisão da Stock Car em Curitiba com a repórter Evelyn Guimarães. Para acompanhar todo o noticiário, clique aqui.

As imagens da carreira de Rubens Barrichello

GRANDE PRÊMIO NO
MUNDIAL DE ENDURANCE


O fim de semana também tem a etapa final do Mundial de Endurance (WEC) em Interlagos e vai contar com a volta às pistas de Emerson Fittipaldi. O bicampeão da F1 e campeão da Indy vai guiar uma Ferrari 458 Italia.

As 6 Horas de São Paulo vão marcar também a disputa de título entre as equipes Toyota e Audi e a despedida do maior piloto da história do endurance, Tom Kristensen.

O GRANDE PRÊMIO cobre 'in loco' o WEC em Interlagos com os jornalistas Renan do Couto e Gabriel Curty e os blogueiros Flavio Gomes e Rodrigo Mattar.
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BLOND. JANE BLOND

Diante da pior temporada de seus últimos 22 anos — sem nenhuma vitória —, a Ferrari resolveu reagir não só mudando de piloto, chefe de equipe e outras pessoas importantes de sua cúpula. E um dos pontos de partida está em descobrir os segredos de quem fez um dos melhores carros da história da F1.

Assim, a Ferrari fez uso de um espião nos testes em Abu Dhabi. Um espião, não. Uma espiã. Que logo foi batizada por 'Jane Blond', em alusão à famosa personagem de James Bond.


Leia a ESPIONAGEM/REPORTAGEM completa no GRANDE PRÊMIO.
BOM DIA, GP

BUTTON TEM DE FICAR NA McLAREN EM 2015

O comentário de hoje tem a McLaren como ponto central. Para Flavio Gomes, a equipe deveria manter Button como companheiro de Alonso, que está chegando.

O inglês é experiente e já trabalhou com a Honda durante várias temporadas na F1.


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