Camilo é maior pontuador em Londrina e pode virar líder na justiça, mas assume: “Podia ter marcado mais”

Thiago Camilo fez, pela segunda etapa seguida, pole e vitória na corrida 1. Em Londrina os pontos estão certos, mas a decisão sobre Goiânia segue na justiça. Enquanto espera poder assumir a liderança caso recupere o triunfo anterior, explica como conseguiu ser o maior pontuador do dia no Paraná

Thiago Camilo poderia ter se abalado com tudo que ocorreu nas últimas semanas, quando teve retirada a vitória em Goiânia, e ter baixado o nível que tem mostrado até aqui na temporada. Porém, fez o contrário: não só manteve os 100% de poles, como venceu mais uma, e de novo na corrida 1, agora em Londrina.

Enquanto espera o julgamento na justiça do caso goiano, na próxima terça-feira, ele comentou neste domingo (9) ao GRANDE PRÊMIO como conseguiu ser o maior pontuador da etapa londrinense – e se colocar, assim, na expectativa: se vencer no STJD, assume a liderança da temporada (no momento, é o quarto). 

"A gente decidiu não abrir mão da vitória, que são 30 pontos de qualquer forma", disse ele. Porém, teve o que lamentar, já que acredita que poderia ter feito até mais do que os 42 pontos que levou no Paraná: "Mas foi uma pena, eu acho, o asfalto abrasivo aqui em Londrina, porque na pista eu já era quarto, na corrida 2, quando abriu o pit-stop. E assim os pilotos que não participaram da corrida 1 se beneficiaram muito da estratégia."

"A Bia (Figueiredo) foi quarto, o Bruno (Baptista) foi segundo, por exemplo. Mérito deles,obviamente, cada um faz sua estratégia, é válido, o regulamento permite isso, mas para quem está brigando pelo campeonato não é uma coisa positiva, esses carros estarem na frente. Eu teria conseguido marcar mais pontos", opinou.

Thiago Camilo (Foto: Luís França/Vicar)
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Outra situação apontada pelo #21 é a de que, no final da corrida 1, precisou forçar o ritmo e, consequentemente, gastar mais os pneus e combustível, graças ao plano de Valdeno Brito, que tentou a vitória na primeira prova com ousadia.

"Eu acho que a estratégia foi boa. Foi uma pena o Valdeno, uma pena não, ele fez a estratégia dele, queria ganhar a corrida de qualquer jeito, usou todos os push na corrida 1, praticamente, e não reabasteceu. E aí ele saiu perto de mim dos boxes e eu tive que apertar o ritmo."

"Se ele não tivesse adotado essa estratégia, eu teria mantido a boa vantagem para o Júlio (Campos, que acabou em terceiro, atrás de Brito) e teria administrado melhor os pneus nessa condição de pista. Estaria melhor posicionado. Mas talvez uma ou duas posições para a frente, dentro disso que eu falei, de estratégia de carros que não correram a prova 1, não daria para avançar muito, porque de  qualquer forma eles teriam um rendimento melhor", concluiu Camilo.

Com 109 pontos, ele fica no momento atrás de Ricardo Maurício, vencedor da corrida 2, que tem 116; de Rubens Barrichello, com 118; e de Daniel Serra, com 125. Até a próxima terça-feira, ao menos.

Agora, o campeonato para até o fim de semana dos dias 20 e 21 de julho, quando corre em Santa Cruz do Sul em nova rodada dupla.

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