Em domingo de ‘transplante’ de capôs, Shell fecha nos pontos etapa do Velopark

A bela ação de conscientização sobre a doação de órgãos chamou a atenção neste domingo no Velopark. Ricardo Zonta, da Shell V-Power, e Julio Campos, da Prati-Donaduzzi, correram com capôs invertidos. Na pista, a rodada dupla foi difícil para a principal patrocinadora do automobilismo brasileiro, mas rendeu pontos com Zonta e Galid Osman

O próximo 27 de setembro representa o Dia Nacional de Doação de Órgãos. E a Stock Car foi palco de uma bela ação de conscientização. Neste domingo (15), no Velopark, Ricardo Zonta, da Shell V-Power, e Julio Campos, da Prati-Donaduzzi, correram com capôs trocados, ressaltando a importância do transplante de órgãos. As disputas nas duas corridas realizadas em Nova Santa Rita, na região metropolitana de Porto Alegre, foram vencidas por Felipe Fraga e Rubens Barrichello. Para os pilotos da Shell, o dia foi bastante complicado. Ainda assim, Zonta e Galid Osman somaram pontos. Átila Abreu e Galid Osman viveram uma jornada bem difícil.
 
Zonta teve uma boa performance na corrida 1 e chegou até a liderar a prova em meio à abertura da janela para pit-stops obrigatórios. Um dos pontos altos da disputa foi entre o piloto da Shell V-Power e Cacá Bueno na luta pelo quinto lugar na prova. No fim das contas, levou a melhor o piloto da Cimed.
 
O curitibano cruzou a linha de chegada em sexto lugar. Só que o dono do carro #10 sofreu uma punição por conta de uma irregularidade no pit-stop, teve acrescidos 10s ao seu tempo total de corrida e, por isso, acabou terminando em 12º lugar. Na segunda prova, Zonta terminou em 18º.
Júlio Campos e Ricardo Zonta com os capôs trocados no Velopark (Foto: José Mario Dias/Shell)

O veterano se mostrou muito insatisfeito com sua jornada neste domingo, sobretudo com os procedimentos na nova curva 1 e também com a punição que o impediu de lograr um melhor resultado na primeira corrida da etapa.

 
“Na primeira bateria tentei sobreviver sem pushes, tentando fazer a melhor estratégia possível para não ser atacado. Em hora nenhuma pensei que poderíamos ter alguma punição que todos cometem. Em Interlagos, vários carros que pontuaram muito bem acabaram levantando o carro ainda abastecendo com o galão, o que foi o que aconteceu”, bradou Ricardo.
 
“Fora isso, teve alguns carros que me passaram na chicane. No briefing, falaram que não podia cortar a chicane, e que, se cortasse, teria de devolver a posição até a reta oposta, mas os carros me passavam cortando a chicane como se nada estivesse acontecendo. Então não entendo porque a regra está sendo tão injusta e sem peso igual para todos. No briefing falaram, e não entendi porque deixaram três carros me passarem cortando a chicane”, lamentou.
Galid Osman pontuou neste domingo no Velopark (Foto: José Mário Dias/Shell Racing)

Galid Osman também não teve vida fácil. O piloto do carro #28 largou na 24ª colocação, posição que manteve nas primeiras voltas. Só que o paulista teve de lidar com problemas nos freios e recolheu cedo para os boxes para tentar resolver as falhas e tentar salvar pontos na segunda prova do domingo. Acabou dando certo.

 
Com uma grande corrida de recuperação depois de partir em 27º e penúltimo, Osman conseguiu ganhar posições importantes para cruzar a linha de chegada em um bom 13º lugar, considerando todas as circunstâncias.
 
“Na primeira corrida, o carro não estava bom, com problemas nos freios bem graves. O carro não parava na pista. Para a segunda prova, trocamos o sistema todo, e melhorou. Apesar disso, o desempenho já vinha comprometido, e oito pontos foram o máximo que conseguimos somar aqui hoje”, disse o paulista.
Gaetano di Mauro em ação neste domingo em Nova Santa Rita (Foto: José Mário Dias/Shell Racing)

Gaetano di Mauro também viveu um domingo espinhoso em Nova Santa Rita. Largando no meio do pelotão, em 19º lugar, o estreante ficou encaixotado em meio ao pelotão e, mesmo depois de ter retardado ao máximo o momento do seu pit-stop, não conseguiu ganhar muitas posições e finalizou em 18º.

 
A segunda prova indicava que a situação para Gaetano seria melhor. Nas primeiras voltas, Di Mauro subiu algumas posições. Desta vez, o piloto do carro #11 da equipe Shell Helix Ultra entrou nos boxes pouco depois da abertura da janela de pit-stops obrigatórios, fez uma boa parada e chegou a andar em oitavo lugar. Mas após ter sido acertado por um oponente, Gaetano perdeu terreno e caiu para 22º. Ainda houve tempo para ganhar boas posições e cruzar a linha de chegada em 16º.
 
“Foi uma pena. Preparamos bem a primeira corrida visando a segunda, a estratégia era muito boa. No pit, ganhamos muitas posições e estava tudo certo para a corrida 2. Num lance em que tentei passar o Daniel Serra junto com o Cacá Bueno, acabei tocado por outro piloto e rodei. Caí para 20º e ainda terminei em 16º”, explicou.
 
“Uma pena, porque tínhamos velocidade para ficar entre os cinco, mas vamos trabalhar para tentar um bom resultado na próxima corrida”, completou Di Mauro, que parte para a Itália para disputar o Mundial de Kart da classe KZ1 em Lonato no próximo fim de semana.
Átila Abreu viveu um domingo dos mais difíceis no Velopark (Foto: José Mário Dias/Shell Racing)
De todos os pilotos da Shell, quem mais sofreu neste domingo foi Átila Abreu. O sorocabano teve uma boa primeira metade de corrida e inclusive esteve na liderança durante o período de abertura da janela de pit-stops. Mas com 9 minutos para o fim da corrida, o #51 ficou lento na pista e teve de recolher por conta de problemas no semieixo.
 
A equipe chefiada por Thiago Meneghel trabalhou duro e conseguiu colocar Átila de volta à corrida 2. No entanto, a participação do sorocabano na disputa durou bem pouco. Tudo por conta de uma quebra da suspensão traseira direita após a passagem por uma lombada. 
 
“Na primeira corrida, batalhamos na estratégia para terminar entre os dez. Fizemos uma boa parada e voltei em oitavo, mas tive uma quebra de semieixo. Parei nos boxes, e os mecânicos conseguiram arrumar. Largamos de trás na segunda corrida, mas o carro estava muito dianteiro, e eu ficava muito lento nas curvas. Aí, num enrosco na curva zero, os carros espalharam, e passei por cima de uma lombada, o que quebrou minha suspensão”, lastimou.
 
“De qualquer forma, seria difícil fazer uma grande corrida de recuperação, embora eu tivesse a vantagem de não precisar praticamente reabastecer na segunda corrida. São coisas que acontecem, vamos continuar trabalhando para sermos competitivos, e dias melhores virão. Foi bom estar de volta ao Velopark depois do acidente na primeira corrida do ano, e vamos para Cascavel”, completou o piloto, já de olho na próxima etapa do campeonato, em 20 de outubro.
 
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