Stock Car

Em meio a diversão e “fazer minha parte”, Frigotto e Cardoso desafiam improvável por título da Stock Light

Além de Raphael Reis e Enzo Bortoleto, Gustavo Frigotto e Pedro Cardoso também aceleram neste fim de semana com chances de levar o título da Stock Light. Em comum, os dois precisam vencer e torcer por uma combinação de resultados adversos dos adversários para chegar lá
Warm Up, de São Paulo / FERNANDO SILVA, de Interlagos
 Pedro Cardoso entre Marcel Coletta, Gustavo Frigotto e o chefe, André Bragantini Jr. (Foto: Fernanda Freixosa/Vicar/Vipcomm)
Além da Stock Car, a Stock Light chega ao desfecho da temporada 2018 neste fim de semana com a disputa de uma corrida singular, valendo pontuação dobrada, em Interlagos. Ao todo, quatro pilotos lutam pelo título da categoria de acesso à Stock Car: Raphael Reis, o líder do campeonato com 195 pontos; Enzo Bortoleto, com 163; Gustavo Frigotto e Pedro Cardoso, com 142 e 140, respectivamente. 
 
Uma vez que 60 tentos estarão em jogo no próximo domingo, Frigotto e Cardoso ainda estão no páreo, mas precisam de uma combinação improvável de resultados: para Gustavo chegar ao título, será preciso vencer e torcer para que Reis e Bortoleto não passem do 13º lugar. No caso do brasiliense, a vitória não basta, mas é preciso também que os dois líderes do campeonato fiquem de 14º para trás.
 
Na última quinta-feira (6), em Interlagos, o GRANDE PRÊMIO conversou com os dois jovens pilotos. Frigotto, curitibano de 24 anos, já tem um pouco mais de cancha na categoria e corre na categoria de acesso à Stock Car, então chamada Brasileiro de Turismo, desde 2015, sempre defendendo a RKL Motorsports. Sua melhor campanha foi no ano passado, quando também chegou a Interlagos com chances de título, venceu uma corrida, obteve um total de cinco pódios e acabou finalizando a temporada em sexto.
 
Cardoso é um dos estreantes do ano da Stock Light, que se mostrou bastante consistente e com um grid parrudo ao longo da temporada. Brasiliense de 19 anos, o piloto tem sua experiência praticamente toda nos monopostos. Campeão da F4 Sul-Americana em 2015, o jovem fez nas últimas temporadas a MRF Challenge e, no ano passado, a Euroformula Open antes de regressar ao Brasil. Como piloto da Carlos Alves, o jovem obteve duas vitórias — que quase foram três. Não fosse o azar com um pneu furado no fim da segunda corrida em Interlagos, em março —, Cardoso estaria com chances maiores de título.
Gustavo Frigotto faturou quatro pódios ao longo da temporada (Foto: Duda Bairros/Stock Car/Vipcomm)
Frigotto, que em 2018 obteve quatro pódios, ressaltou o crescimento que obteve ao longo da temporada, sobretudo depois da etapa de Campo Grande, quando um infortúnio acabou, no fim das contas, por ajudá-lo.
 
“Esse ano, ainda mais que o ano passado — que aconteceu muita coisa —, foi de muito aprendizado e também de enfrentar situações como não estar com o melhor carro e estar com o chassi defasado em relação às equipes novas. O motor que quebrou em Campo Grande, pra falar a verdade, foi a nossa salvação, porque a gente descobriu um monte de problemas e, amaciando [o novo], conseguimos ser mais rápidos que com o antigo. Então a gente teve de enfrentar muitos problemas ao longo do ano e foi ter cabeça para ir pontuando e recuperar”, disse.
 
“Começamos mal o ano, o carro não era competitivo, e tivemos de forçar além do normal para conseguir extrair alguma coisa. Mas, depois de Campo Grande, a temporada começou a melhorar. A gente pontuou consistentemente, em Londrina brigamos até o fim pela vitória, e a tendência é melhorar ainda mais. A gente chega bem competitivo para essa corrida. Dá para brigar entre os ponteiros, sim, se divertir e ver o que vai ser da corrida, já que não depende só da gente o campeonato”, salientou o piloto, que antes de correr pela categoria de acesso à Stock Car disputou etapas da antiga F3 Sul-Americana, além da experiência obtida no kartismo.
 
Gustavo ressaltou o empenho da RKL e toda a superação pelo fato da defasagem de recursos em relação a outras equipes do grid.
 
“Tenho muito orgulho da nossa equipe porque corremos com um orçamento menor em relação às outras, não temos carro para treino, então estou orgulhoso pela dedicação, pelo empenho que a gente tem, levando em conta a defasagem de orçamento e também do carro de treino e de alguns recursos, que ajudariam ainda mais. E disputar mais uma vez o título, nessas circunstâncias, tendo de ultrapassar um monte de barreiras, é um resultado significativo para a gente”, completou.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

@gustavofrigotto86 e @pedro.cardoso43 também podem levar o 🏆 da #StockLight, mas dependem dessas combinações de resultados!

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A força de Brasília
 
Com nome de artista, Pedro Cardoso se mostra satisfeito com sua primeira temporada correndo na Stock Light em meio a um grid tão forte e com pilotos com mais experiência, entre eles Gabriel Robe, o último campeão do Brasileiro de Turismo, que desta vez está fora da briga pela taça. O brasiliense sabe que o título é pouco provável, porém não impossível. Por isso, deixou claro: vai procurar fazer sua parte e depois ver o que acontece até a bandeirada final de 2018.
 
“Ano passado corri na Europa, e nesse ano voltei, primeira temporada correndo com carro fechado e chegamos à última corrida disputando [o título]. Acho que superou as expectativas. Foi um ano muito bom, andamos rápido desde a primeira corrida, chegamos a liderar e quase ganhamos a segunda corrida em Interlagos na primeira etapa, furou o pneu, uma infelicidade... Mas me adaptei bem, gostei muito do campeonato, do circo da Stock Car no geral”, comentou.
Em Mogi Guaçu, Pedro Cardoso comemorou sua segunda vitória na Stock Light (Foto: Fernanda Freixosa/Vicar/Vipcomm)
Assim como Frigotto e o grid como um todo da Stock Light, a meta de Cardoso é fazer parte da Stock Car no ano que vem. “Ano que vem pretendo subir. Estou bem feliz, confiante, por mais que seja um título improvável, estou confiante. Se fizer minha parte, tenho chances de ganhar. É trabalhar para fazer o meu e torcer pelas combinações”, disse.
 
“É improvável, mas não é impossível. Tem de correr como em todas as corridas: tenho de ganhar, fazer o meu. É fazer minha parte, ser rápido, tentar fazer a pole, ganhar a corrida e torcer para a combinação. É difícil, mas acontece tanta coisa, e por ser a última corrida, todo mundo quer mostrar serviço. Então não tá ganho. É fazer mesmo a minha parte”, finalizou.
 
O GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ a etapa final da Stock Car, Stock Light e Brasileiro de Marcas em Interlagos com Felipe Noronha, Fernando Silva e Rodrigo Berton.