Farfus elogia “porte europeu” da Stock Car, mas evita comparação ao DTM: “É como futebol e vôlei”

Parceiro de Rubens Barrichello na corrida que abre a temporada da Stock Car, Augusto Farfus ficou admirado ao ver pela primeira vez um carro da categoria. Que está em um "mundo diferente" do habitual DTM


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É até estranho ouvir de um piloto com tamanha bagagem internacional que viu há apenas alguns dias pela primeira vez um carro da categoria tida como a mais importante do automobilismo brasileiro. Pois Augusto Farfus, vice-campeão do DTM no ano passado, esteve em contato com o veículo que vai dividir com Rubens Barrichello neste fim de semana na última terça-feira. E se espantou ao visitar a sede da equipe Full Time.

“Eu me admirei com o nível técnico da equipe, do carro, com o profissionalismo que envolve o negócio”, admitiu Farfus ao GRANDE PRÊMIO durante um evento da Eurobike na noite desta quarta-feira (19). Feliz, o paranaense não vê a hora de andar. “Não conheço a categoria, o ambiente, mas sei que aqui no Brasil tem uma expressão e um espaço muito grandes. É uma categoria que você pode falar o que você quiser, mas o nível técnico dos pilotos é altíssimo. Vai ser uma emoção enorme poder sentar no grid em Interlagos e disputar uma corrida.”

Augusto Farfus disputa prova da Stock Car ao lado de Rubens Barrichello (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)


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Mas a estrutura que Farfus viu na fábrica da Full Time não pode ser relacionada ao que Farfus lida na Alemanha com a BMW. “São dois mundos diferentes. Estava falando com um cliente aqui da Eurobike, que perguntou o que é melhor, e falei que é que nem comparar futebol com vôlei. Não tem melhor”, analisou. “São dois esportes com bola, com duas realidades bem diferentes. No DTM, tem muito dinheiro da montadora, e isso tem uma influência enorme na corrida em si, na preparação e na estrutura dos carros. Mas a fórmula da Stock Car, para a realidade do Brasil, é fantástica. E o que eu vi lá no Maurício [Ferreira, chefe da Full Time], fiquei admirado. É uma equipe grande, de porte europeu", completou.

A prova que abre o calendário da Stock Car é especial e conta com um esquema novo: o revezamento entre pilotos convidados. O convite de Barrichello a Farfus foi rápido e simples. “Ano passado, quando surgiu o bafafá da corrida, o Rubinho me ligou: ‘Augusto, vai ter corrida, você corre comigo?’, ‘Mas como que vai ser a corrida?’, ‘Não sei’. E daí foi, aceitei de cara”, contou.

Farfus vai ter o primeiro contato com um carro da Stock Car (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Na sede do time, já rolaram alguns ensaios. “A gente fez umas trocas de pilotos para ver como é e fiquei surpreso com o que vi. Foi isso que me motivou ainda mais”, disse. A troca em si, segundo Farfus, “não é tão ruim”. “A gente fez um improviso. Com esse regulamento que fizeram, um pouco mais lento, vai dar para fazer um pit-stop com segurança. Acho que esse primeiro passo mais cauteloso da Vicar foi importante”, elogiou. “Tirando o cinto, que a gente teve que dar uma mexidinha, não mudou nada. zero. Gosto de guiar próximo, e o Rubinho é menor que eu, então automaticamente eu fico próximo."

68 pilotos vão à pista neste fim de semana em Interlagos para a corrida de 50 minutos da Stock Car, que o GRANDE PRÊMIO cobre 'in loco' a partir desta quinta-feira (20) com grande equipe.

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