Formato de disputa da Stock Car ainda apresenta falhas, mas ‘é o possível’ e embola disputa pelo título em 2016

Convenhamos: não existe regulamento que seja perfeito. Mesmo a F1, o topo do esporte a motor, tem lá suas dificuldades. De modo que não seria diferente na Stock Car. Mas considerando todo o contexto atual dentro e fora das pistas no Brasil, é o formato possível. E vem dando certo, dando visibilidade a mais pilotos e patrocinadores e proporcionando corridas de resultados imprevisíveis

Adotado pela Stock Car desde 2014, o sistema de rodadas duplas permitiu à categoria realizar um maior número de corridas, colocar mais pilotos e equipes em evidência tanto na pista como também na mídia e oferecer ao público a chance de aproveitar por mais tempo das emoções que o maior certame do automobilismo nacional oferece. Desde então, o formato foi sendo aperfeiçoado e chegou a 2016 como um dos responsáveis pelo enorme equilíbrio, pela vasta gama de pilotos no pódio e por uma disputa pelo título bastante embolada, indicando que haverá grande batalha até à última corrida, em Interlagos, como aconteceu no ano passado.
 
Desde 6 de março, quando a temporada 2016 teve início, foram disputadas 11 provas, considerando a Corrida de Duplas e mais dez provas divididas em cinco rodadas. Ao todo, 16 pilotos foram ao pódio, praticamente metade do grid.

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Formato de disputa da Stock Car pode não ser perfeito, mas abre chances a mais pilotos do grid (Foto: Fernanda Freixosa/RF1)
Marcos Gomes: 4
Allam Khodair: 4
Felipe Fraga: 3
Rubens Barrichello: 3
Max Wilson: 2
Ricardo Maurício: 2
Julio Campos: 2
Cacá Bueno: 2
Daniel Serra: 2
Diego Nunes: 2
Valdeno Brito: 2
Átila Abreu: 1
Galid Osman: 1
Felipe Guimarães: 1
Thiago Camilo: 1
Ricardo Zonta: 1
 
A lista acima mostra que bom rendimento, inteligência, uma tática certeira e também sempre aquela providencial dose de sorte podem ajudar demais. Na Stock Car, definitivamente, o sol nasceu para todos.
 
Entre as mudanças implementadas para a atual temporada estão a não mais obrigatoriedade do pit-stop. Contudo, tal condição esbarra no limite de combustível no tanque permitido para cada rodada dupla. Tal quantidade pode variar de uma prova para outra e tem como finalidade justamente a intenção de embaralhar as corridas e dar chances a todos. Outra mudança no regulamento diz respeito ao limite de apenas um jogo e meio de pneus novos por etapa, buscando conter um pouco os custos na Stock Car.
 
A duração das corridas continua sendo a de 45 minutos e mais uma volta para a primeira prova e de 30 minutos e mais uma volta para a segunda. Entretanto, a mudança ficou para a distribuição de pontos nas rodadas duplas: na primeira prova, o vencedor leva 30 pontos, o segundo 25, o terceiro 22 e 20 para o quarto colocado. O quinto, que leva 19, até o 17º, a pontuação é decrescente de em um ponto. 
Julio Campos aproveitou a melhor estratégia para vencer a corrida 2 em Tarumã (Foto: Fernanda Freixosa/Vicar)
Na segunda corrida, que conta com o grid invertido dos dez primeiros colocados em relação à primeira prova, pontuam os 14 primeiros, com o vencedor levando 15, 13 para o segundo colocado e 12 para o terceiro.
 
O bom deste sistema de rodadas duplas é que, como foi visto na lista dos pilotos que foram ao pódio até agora em 2016, tal formato oferece, além do grande equilíbrio, também uma visibilidade muito maior aos carros e seus patrocinadores. Com ótimas escolhas estratégicas, por exemplo, Galid Osman, Julio Campos e Felipe Guimarães tiveram a chance de aparecer bem, além dos bons resultados por si só. Em tempos de crise econômica, a exposição dos patrocinadores é fundamental porque, no fim das contas, é isso o que ajuda a sustentar o esporte.
 
Outro ponto favorável ao formato é a possibilidade de uma nova chance. Um piloto que não vai bem na primeira corrida  nem por isso deixa de ter o fim de semana perdido. Casos como o de Julio Campos em Tarumã, e Rubens Barrichello em Cascavel refletem bem isso. Nas duas ocasiões, os pilotos vieram de trás e fizeram suas respectivas paradas para reabastecimento na primeira corrida. Na segunda, sem a necessidade de mais combustível, os dois conquistaram o topo do pódio. 
 
No caso de Campos, por exemplo, o triunfo foi muito importante para o ânimo da sua equipe, a C2, que precisava de um bom resultado depois de um começo difícil desta temporada 2016.
Batida em Santa Cruz do Sul no início da corrida 1 encerrou chances de 'Bebu' Girolami (Foto: Fernanda Freixosa/Vicar)
Definitivamente, o formato acaba sendo bastante democrático justamente por oferecer mais chances a mais pilotos.
 
Mas alguns pontos a considerar. Um deles é que, quando um piloto enfrenta algum problema mais sério no carro, quase não há tempo para reparos entre uma corrida e outra, e isso torna um fim de semana praticamente perdido. Por exemplo, nas primeiras curvas da corrida 1 em Santa Cruz do Sul, ‘Bebu’ Girolami acabou sendo acertado e bateu na barreira de pneus, encerrando ali sua participação naquela etapa, perdendo não uma, mas duas chances de pontuar.
 
Outro ponto é que mesmo a corrida 2 tendo sua importância, seu tempo de duração e sua pontuação são menores considerando a primeira prova da etapa, mas por ser a última do cronograma, por vezes seu vencedor acaba tendo um destaque igual ou até maior que o da primeira corrida da rodada dupla. É uma corrida principal primeiro e, depois, aquela que em teoria seria a preliminar.
 
E neste atual formato, é praticamente impossível que um piloto seja bem-sucedido e tenha chances reais de vitória nas duas corridas do fim de semana. Até foi possível no ano passado, quando Valdeno Brito brilhou, venceu de ponta a ponta a prova 1 em Cascavel e foi segundo colocado na segunda corrida. Mas com os pilotos tendo de priorizar uma ou outra corrida em razão da quantidade de combustível disponível no tanque, tal possibilidade não é mais possível em 2016.
A Stock Car vem tendo uma temporada com muita emoção e corridas imprevisíveis (Foto: Fabio Davini/Vicar)
Colocando como referência o DTM, que também adota o sistema de rodadas duplas, há algo que é próximo do ideal: no sábado, há um treino livre, depois treino classificatório com duração de 20 minutos e a corrida 1 do fim de semana, com 40 minutos mais uma volta. Não há grid invertido para domingo, mas sim a imposição de lastro para os carros mais rápidos do sábado. Para domingo, o cronograma é parecido: meia hora de treino livre, 20 minutos de sessão classificatória e a corrida 2, com duração de uma hora.
 
Em teoria, tal formato seria próximo do ideal para a Stock Car. Mas também é preciso considerar o cenário econômico do Brasil, bem diferente em relação à Alemanha, por exemplo. Mais tempo de pista implica em maiores custos e, consequentemente, numa categoria mais cara. Em um ano marcado por tantas dificuldades, com duas equipes fora do grid — Mico’s e Boettger — e com os outros times fazendo ginástica para continuar nas pistas, o primeiro mandamento é reduzir e não aumentar os custos, sempre cavalares no automobilismo.
 
Convenhamos: não existe regulamento que seja perfeito. Mesmo a F1, o topo do esporte a motor, tem lá suas dificuldades e críticas. De modo que não seria diferente na Stock Car. Mas considerando todo o contexto atual dentro e fora das pistas no Brasil, é o formato possível e, ainda que não seja completamente justo, garante emoção e aquela dose de imprevisibilidade que o automobilismo requer.
 
PADDOCK GP #43 DEBATE INDY E MOTOGP E FAZ PRÉVIA DA F1

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