Maurício explica volta à RC Eurofarma em 2019 por evolução do carro e disputa acirrada com Cimed

Em temporada rum com a Full Time, Ricardo Maurício retorna à RC Eurofarma em 2019. E ele explicou ao GRANDE PRÊMIO o que levou a equipe de Rosinei Campos colocá-lo de volta ao lado de Max Wilson e Daniel Serra, com três carros trabalhando conjuntamente

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Dias antes da etapa de Londrina, a antepenúltima da Stock Car 2018, a RC Eurofarma anunciou que Ricardo Maurício retorna à equipe na próxima temporada, para ser companheiro de Daniel Serra e Max Wilson. Assim, o time de Rosinei Campos terá três carros trabalhando conjuntamente.

E esta é, de fato, a razão para que a patrocinadora dos pilotos tenha optado pelo retorno do trio que andou junto em 2017. Em entrevista ao GRANDE PRÊMIO, Maurício explicou a escolha que lhe colocará em outra equipe daqui poucos meses.

"Foi uma decisão, a de ter tirado um carro do Meinha do ano passado para esse, da Eurofarma. E acabou que a Eurofarma, por resultados, optou pela volta. Isso é tudo deles, não é a gente que coloca e tira, eles que decidem para onde vai, como vai ser feito", disse o piloto, que foi ao pódio em Londrina, algo inédito na temporada.

"Eu já trabalhei com o Mau-Mau (Maurício Ferreira, chefa da Full Time, atual equipe do piloto) em 2012, mas esse ano as coisas não encaixaram. E eles, internamente, todo o comitê que volta pela decisão de ter dois carros, três carros, onde vai ficar, a votação decidiu que eu vou voltar", seguiu.

Ricardo Maurício (Foto: Fernanda Freixosa/Stock Car)

Para Maurício, o retorno tem ligação com a Cimed, principal rival da Eurofarma na briga pelo título deste ano. A equipe de Felipe Fraga, vice-líder no momento, tem quatro carros. Assim, a Eurofarma analisou e optou por aumentar o número de carros trabalhando de forma conjunta.

"A gente entende que tem que avaliar em conjunto. A gente tem pouco treino no ano, uma pré-temporada. Lógico, o carro tem que vir, os estudos, o trabalho do set-up do carro, tem que vir meio que pronto. A gente sempre fala que quando chega no autódromo, coloca o carro na pista e ele já é competitivo, daí fica tudo muito mais fácil de achar o acerto final, trabalhar no ajuste de temperatura, condições de pista."

"Pelo desenvolvimento que a gente tem em pista, temos que trabalhar em conjunto, por isso os três carros. Foi esse o motivo da Eurofarma optar por ter mais um carro no grid. Porque a gente tinha dois carros até 2016. É para você ter mais desenvolvimento. Voltando para lá espero estar mais forte. A gente sabe que a Cimed tem 4 carros, tudo a mesma equipe, então acho que eles entendem que colocar um terceiro carro, estando juntos, você consegue evoluir mais rapidamente", completou o #90.

Ricardo Maurício (Foto: Fernanda Freixosa/Vicar/Vipcomm)

Da parte pessoal, Maurício afirma querer voltar a brigar pelo título. Ele é bicampeão da Stock Car, com conquistas em 2008 e 2013, mas na atual temporada amarga apenas o 15° lugar, com 53 pontos.

"Acredito que sim (em brigar pelo título). Uma pena esse ano, a gente acreditou muito que poderia ser um ano de sucesso. Tivemos muitos problemas no início da temporada, os resultados não encaixaram. Mas os dois carros lá estão muito fortes, é bom saber disso", opinou.

"Eles estão sempre próximos da briga pelo título. Se você está na pista com carro sempre competitivo, com chances reais de pódio – e a gente fala em vitória, mas hoje o pódio é super importante -, é sempre animador, com certeza", finalizou o dono de dois troféus da categoria.

A Stock Car volta no próximo final de semana, com a etapa de Goiânia, a penúltima da temporada. O GP cobre in loco, com o repórter Fernando Silva. 

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