Melhor estreante em 2014, Fraga põe consistência como meta para poder entrar na luta pelo título da Stock Car
Felipe Fraga venceu duas corridas no ano passado, mas ainda assim ficou distante da luta pelo título e terminou o campeonato só na 15ª colocação. De casa nova em 2015, o jovem piloto está determinado a fazer diferente
Agora piloto da equipe Voxx, Felipe Fraga, o melhor estreante da temporada 2014, espera fazer um campeonato muito mais consistente para poder entrar na luta para o título da categoria nacional em 2015.
Com apenas 18 anos, tornou-se em 2014 o mais jovem pole-position e o mais jovem vencedor da história. Pela Vogel, ganhou duas corridas: a de estreia, em Interlagos, e uma das três em Goiânia. Contudo, as oscilações ao longo do ano impediram que o piloto terminasse no top-10 — ele foi só o 15º na tabela de pontuação. É isso que ele quer deixar para trás.
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“Ano passado eu vim sem cobrança nenhuma e consegui vencer a primeira corrida. Depois eu me cobrei porque, se eu pude ganhar a primeira, por que não poderia continuar ganhando? Se consegue uma vez, consegue mais vezes”, disse em entrevista ao GRANDE PRÊMIO.

“Faltou um pouco de constância. Quando a gente ia bem, era quinto. Quando ia mal, era 20º. Não tinha um meio termo, e na Stock Car, para você ir bem no campeonato, tem que estar sempre ali entre os ponteiros. Agora tem que trabalhar nisso, ter consistência e não perder as oportunidades”, destacou.
De casa nova, ele está confiante: “A gente tem tudo para disputar esse título”.
“Aprendi muita coisa com o Mauro Vogel sobre o carro, vou levar para o resto da minha carreira na Stock Car. Mas aqui na Voxx o trabalho é um pouco diferente. Tem os lados positivos e negativos. O Mauro faz um trabalho mais ‘caseiro’, aqui a gente usa um pouco mais de engenharia, de computador, de tecnologia. O Mauro, quando acerta o carro, é muito perfeito”, comparou.
A experiência também deve ajudar na hora de brigar tomar decisões dentro da pista. “As coisas já não são tão novas. Pistas onde já andei, momentos de corrida brigando outra outros pilotos. Vou saber dosar mais na hora de fazer uma ultrapassagem, pensar no campeonato. Ano passado, eu era um pouco afoito, neste ano posso ser mais cauteloso. Mas a pilotagem é a mesma”, afirmou.

O caminho é o do turismo
Voos mais altos passam pela cabeça de Fraga, que também correrá em 2015 pelo BMW Team Brasil em corridas de endurance na Europa. Entretanto, do sonho da F1, o tocantinense dono de cinco títulos no Brasileiro de Kart já desistiu. “A F1 está muito distante hoje, não só de mim, mas do Brasil, de todos os pilotos brasileiros”, falou. Ele chegou a disputar um ano de F-Renault antes de retornar ao Brasil para se estabelecer no turismo.
“A gente tem zero preparação no Brasil, a categoria do Brasil não presta; se você for para lá sem dinheiro, não adianta. Tem muito pouco patrocínio no Brasil. Quem vai, vai porque tem um QI, algo que ajuda. O Felipe Nasr, óbvio que andou bem, não está lá de graça, mas tem muitos tão bons quanto ele que não tiveram a oportunidade. Mas ele soube aproveitar. O Brasil está bem carente, a gente está passando por uma crise e tudo tende a piorar. E, nos carros de turismo, não. A Stock Car só está crescendo. Estou feliz de estar aqui e com lugar garantido em uma equipe boa”, terminou de analisar.
A segunda etapa da temporada 2015 acontece na única pista em que Fraga não correu com o carro da Stock Car no ano passado: a de Ribeirão Preto. A largada para a primeira prova da rodada dupla será dada às 11h.
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