Na Garagem: Rafael Sperafico sofre grave acidente em Interlagos e morre aos 27 anos

Há exatos dez anos, o automobilismo brasileiro perdia o jovem e promissor Rafael Sperafico. O paranaense, aos 27 anos, disputava a etapa final da Stock Car Light na tarde daquele domingo, 9 de dezembro de 2007, quando perdeu o controle do seu carro, rodou na pista e bateu contra a proteção de pneus, sendo jogado de volta à pista. Renato Russo, que vinha logo atrás, não conseguiu evitar o impacto. A batida em ‘T’ matou Sperafico de forma instantânea

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Grande templo do automobilismo brasileiro, Interlagos foi palco de uma grande tragédia há dez anos. Rafael Sperafico, piloto paranaense de 27 anos, oriundo de uma família de muita tradição nas pistas, era vítima de um grave acidente ao fim da sexta volta da última prova da temporada 2007 da Stock Car Light. Rafael perdeu o controle do seu carro na subida da Curva do Café e bateu de frente na barreira de pneus. Com o impacto, o protótipo foi lançado de volta à pista, e o experiente Renato Russo, que vinha atrás, não conseguiu evitar a batida.

 
O choque ocorreu a mais de 200 km/h. E foi na pior posição possível para um piloto, em 90º, conhecida como batida em T. Rafael teve morte instantânea em razão de um traumatismo craniano. O automobilismo brasileiro chorava a perda precoce de um talento das pistas naquela tarde em Interlagos.
 
Dr. Dino Altmann, chefe do departamento médico da Stock Car, lamentou por não ter conseguido fazer muita coisa para salvar a vida de Sperafico. “O Rafael teve um traumatismo craniencefálico extremamente grave com parada respiratória. Apesar de todos os esforços feitos, nós não conseguimos recuperá-lo”, explicou.
Rafael Sperafico morreu com apenas 27 anos (Foto: Divulgação)
“Como a gente conseguiu chegar logo após o acidente, ainda tentamos alguma coisa. Mas, infelizmente, não tivemos êxito em todas as atividades que tivemos com ele”, disse, emocionado, o médico.
 
O carro de Sperafico estava destruído, assim como o de Renato Russo, um dos maiores nomes do kartismo nacional. O sobrevivente ficou preso em meio às ferragens e foi removido ao hospital em razão do seu estado de saúde. Russo também sofreu traumatismo craniencefálico, mas não sofreu parada respiratória. Renato teve alta do hospital dias depois.
 
A morte de Sperafico, obviamente, comoveu o mundo do esporte brasileiro. Ingo Hoffmann, por exemplo, creditou a tragédia à barreira de pneus que rebateu Rafael de volta à pista. Diretor da prova à época, Carlos Montagner se mostrou consternado: “Um dos dias mais tristes da minha carreira e da minha vida pessoal”, lastimou.
 
Nascido em Toledo, cidade do interior do Paraná no dia 22 de abril de 1981, Rafael Sperafico começou sua trajetória nas pistas no kartismo. O piloto chegou a correr em categorias de base nos EUA, mas voltou ao Brasil e ficou três anos parado para concluir seus estudos. 
 
Sperafico retomou a carreira em 2006 para correr na Copa Clio, categoria de turismo da Renault antes de chegar à Stock Car Light, à época a categoria de acesso ao principal certame do automobilismo nacional. Rafael era primo dos gêmeos Ricardo e Rodrigo Sperafico, que militavam no grid da Stock Car naquele ano. Ricardo, por exemplo, chegou a ser piloto de testes da Williams, em 2001.
 
Trecho mais perigoso de Interlagos, a Curva do Café foi palco de grandes acidentes, inclusive na F1, com Mark Webber e Fernando Alonso sofrendo fortes batidas no GP do Brasil de 2003. Quase quatro anos depois da morte de Sperafico, Interlagos voltou a chorar outra tragédia, no mesmo trecho onde Rafael morreu. Gustavo Sondermann, que disputava a Copa Montana, se chocou contra o muro e acabou sendo acertado pelo carro de Pedro Boesel. Sondermann foi removido para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.
 

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A nova tragédia motivou uma série de medidas para reforçar a segurança de Interlagos na Curva do Café. A primeira medida foi a imposição de uma bandeira amarela permanente no trecho, no qual os pilotos não poderiam realizar ultrapassagens. Ainda em 2011, na esteira da morte de Sondermann, Interlagos reconstruiu a chicane instalada na Curva do Café e originalmente usada pelo Mundial de Motovelocidade, que aconteceu em 1992 no circuito paulistano.

 
A chicane foi usada pela Stock Car na configuração original até à temporada passada. Neste ano, a SPObras realizou uma reforma da chicane e a tornou mais lenta, de forma a oferecer maior segurança aos pilotos. Uma das modificações foi nas zebras, que ofereciam dificuldades e, por vezes, ocasionava muitos erros e batidas por conta da sua altura.
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