Pole em Curitiba faz Barrichello comparar com primeira ‘construída’ na F1 em 1994 em Spa-Francorchamps

A pole conquistada neste sábado (29) em Curitiba, que sedia a prova decisiva da Stock Car, fez Rubens Barrichello lembrar do desempenho que teve em Spa-Francorchamps em 1994, quando estreou na F1. “A volta de classificação hoje foi construída”, disse

Rubens Barrichello deu um passo importante rumo ao título da Stock Car em 2014. O paulista da Full Time fez duas voltas espetaculares na fase final da classificação deste sábado (29) em Curitiba e, com 1min18s695, ficou com a posição de honra, vendo ainda os principais adversários saindo mais atrás. A forma como a conquista veio fez o experiente paulista lembrar da primeira vez em que saiu da colocação mais importante do grid da F1, em 1994, na veloz pista de Spa-Francorchamps. Barrichello fazia apenas sua segunda temporada na categoria-mor naquele ano.

Ao fim do treino decisivo e falando ao canal a cabo Sportv, Rubens disse que o desempenho foi “como Spa em 1994”. Ao ser perguntado pelo GRANDE PRÊMIO, o veterano explicou que o giro que lhe rendeu a pole foi construído aos poucos. “É, é sim”, falou Barrichello sobre a lembrança de 20 anos atrás.

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Naquela classificação, Rubens foi à pista com pneus slicks – a sessão havia sido marcada pela chuva, mas a Jordan mandou o então novato de volta ao traçado no fim do treino em um pequeno intervalo de trégua do aguaceiro. Aproveitando o circuito livre e a ligeira melhora, o brasileiro ficou com a pole e surpreendeu o paddock.

Rubens Barrichello comemora pole em Curitiba na etapa decisiva da Stock Car (Foto: Carsten Horst/Hyset)

“A volta de classificação hoje foi construída”, retornou Barrichello. “O meu carro se mostrou muito melhor com pneu usado, da mesma forma como a gente tinha pensado para a classificação. As pessoas acham que, por vezes, você tem um par de ases nas mãos e joga fora, mas não é bem assim. O par de ases hoje apareceu na hora da classificação. Quando eu vi que a traseira estava segurando, eu fui para uma volta muito boa. E aí consegui tirar tudo que eu precisava”, acrescentou.

Saindo na frente e precisando de apenas um quarto lugar para se tornar campeão, Barrichello só pensa na vitória ou, ao menos, permanecer à frente dos rivais mais diretos. “Acho que a estratégia é lutar pela vitória em todo momento. É poder estar à frente dos nossos adversários a todo o momento”, afirmou.

“Para mim, essa é a melhor forma de conduzir isso de maneira em que você não precise ficar fazendo conta daqui e de lá. Afinal, são 40 minutos mais uma volta e muita coisa pode rolar. E uma coisa também é que as contas começaram a ser feitas somente depois do pit-stop.” “Então, tem uma série de coisas que podem ser jogadas ainda”, completou o brasileiro.

Por fim, o líder do campeonato optou pela cautela. “É muito importante estar largando na pole-position, mas também ter esse pezão no chão. E largando da frente, é a maior segurança que posso ter para o começo de prova. Depois, nós vamos ter uma corrida longa pela frente ainda. Vamos ver"

Rubens Barrichello marca pole pela Jordan em Spa-Francorchamps em 1994 (Foto: Getty Images)
IL PRIMO GIORNO
Sebastian Vettel teve, enfim, seu primeiro contato com uma Ferrari. Neste sábado (29), o alemão guiou um carro da equipe italiana pela primeira vez no circuito de Fiorano. O tetracampeão pilotou a F2012, que deu o vice-campeonato a Fernando Alonso em 2012. As regras da F1 não permitem testes com um carro atual.
 
No início desta semana aconteceram os testes de Abu Dhabi, mas a Red Bull vetou a participação de Vettel com a adversária Ferrari. O contrato da equipe com o alemão se encerraria cinco dias após o GP de Abu Dhabi, no último final de semana. 

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"NÃO MUDARIA NADA"
O fato de ter vencido o último título há 23 anos não incomoda nem um pouco Rubens Barrichello. Dono de um currículo expressivo no automobilismo mundial, com destaque para as 19 temporadas na F1 e o recorde de GPs disputados na maior das categorias, o piloto da Full Time agora chega a Curitiba, para etapa final da Stock Car, na condição de favorito ao título. A experiência o faz encarar a prova com calma e também dá o tom do momento feliz que o paulista vive.
 
Em entrevista no paddock da pista paranaense, Barrichello tentou explicar o que sente quando perguntando pelo GRANDE PRÊMIO sobre o hiato de títulos. “Todo mundo está falando dessa coisa dos 23 anos. Mas no ano passado eu ganhei as 500 Milhas de Kart, eu fui campeão. E ninguém lembra disso… Se não tem tanta importância, os oito títulos que a gente tem nas 500 Milhas de Kart, todo mundo daria tudo para ter”, disse.

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EMMO VOLTOU

Emerson Fittipaldi, pela primeira vez em mais de duas décadas, participou de uma sessão oficial de uma competição internacional. E foi de Ferrari, um sonho que ele sempre teve, mas nunca teve a chance de fazê-lo na F1. Neste fim de semana, em Interlagos, ele disputa as 6 Horas de São Paulo com um modelo F458 da AF Corse. Encerrado o primeiro dia de treinos, estava encantado: “Muito legal. Espetacular. O carro é muito bacana.”
 
De dentro dos boxes, o GRANDE PRÊMIO acompanhou a participação de Fittipaldi no segundo treino livre desta sexta, sessão que começou com o filho mais novo extremamente ansioso.

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