Protagonistas confirmam favoritismo, mas previsão de chuva promete dar ares de loteria à rodada de Buenos Aires

As condições do asfalto do Autódromo Oscar y Juan Galvez exigiram muito dos pneus e resultaram numa variação de performance muito grande entre os segmentos da classificação da Stock Car neste sábado. Daniel Serra e Thiago Camilo levaram a melhor porque conseguiram ser mais consistentes ao longo da classificação. Mas com a previsão de até 80% de chuva para domingo, não há favoritismo na Argentina

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O asfalto antigo e bastante abrasivo do Autódromo Oscar y Juan Galvez desempenhou, como esperado, papel fundamental para a performance da maioria dos carros no treino classificatório da Stock Car em Buenos Aires, na nublada tarde deste sábado (30). Alguns favoritos à pole, como Rubens Barrichello e Max Wilson, sequer passaram para o Q2. Outros bons nomes, como Cacá Bueno, Ricardo Zonta, Ricardo Maurício e Átila Abreu, não conseguiram avançar à fase final. No fim das contas, Daniel Serra e Thiago Camilo protagonizaram a sessão — seguindo a tônica do que tem sido a temporada — e conseguiram encontrar um equilíbrio entre as três fases do treino, com performance bastante sólida. Foi no detalhe, por meros 0s027, que Serrinha garantiu a pole, a sua terceira no ano.

 
Cabe ressaltar o bom trabalho feito pelos quatro outros pilotos que avançaram ao Q3 neste sábado. Felipe Fraga, que vem em franca evolução nesta segunda parte da temporada, fez ótimo papel ao faturar o terceiro lugar no grid. Júlio Campos e Antonio Pizzonia conseguiram lidar bem com as condições difíceis impostas pelo asfalto portenho e colocaram os dois carros da RX Mattheis/Prati-Donaduzzi no top-5. E Diego Nunes, mesmo com o erro cometido na fase final do treino — provavelmente causado pelo desgaste excessivo no pneu esquerdo, como alertado pela Pirelli —, vem confirmando um fim de semana bastante positivo até o momento.

Com toda a sua experiência e também ciente dos desafios deste fim de semana, Serra sabe que a posição de largada em Buenos Aires é menos importante, por exemplo, do que em Londrina. “Sempre é bom largar na frente, é muito prazeroso para o piloto essa sensação, mas a pole nesta pista não é tão decisiva para a corrida porque o desgaste do pneu é muito grande. Vamos sentar agora e estudar para ver o que vamos fazer para ter um bom carro para a corrida”, salientou o paulista da RC/Eurofarma.

Na raça, Daniel Serra garantiu mais uma pole na temporada 2017 da Stock Car (Foto: Fernanda Freixosa/Vicar)
Diferente de Serrinha e Camilo, que já chegaram a andar no circuito 9 do autódromo argentino, Fraga faz seu debute em Buenos Aires na Stock Car. Por isso, considerou o terceiro lugar no grid quase como uma pole. “Está de bom tamanho para esse grid. É importante largar por dentro aqui, e eu até poderia ter conseguido um tempo melhor, mas seria muito difícil entrar na primeira fila. É uma pista que nunca tinha andado, então estamos na briga pela vitória amanhã. Estou muito feliz com meu trabalho e com o de todos na equipe, então vamos para cima”, afirmou o piloto da Cimed.
 
Ricardo Zonta, por exemplo, vai largar em 13º. O vencedor da corrida 2 em Londrina ficou até surpreso por ter entrado para o grupo dos 15 mais rápidos da sessão. O paranaense da TMG/Shell Racing também pontuou as dificuldades com a 'lixa', ou o asfalto abrasivo portenho. 
 
“Tenho de agradecer por ter entrado no Q2, foi meio que na sorte porque a minha volta não foi tão boa. Esperava mais aderência no Q2, mas o carro estava bastante difícil de guiar, a pista é bem agressiva com os pneus. Tentamos abusar ao máximo do balanço do carro para essa volta lançada e temos de focar agora no desgaste de pneus para a corrida, que promete ser bem difícil”, disse o veterano.
Felipe Lapenna e uma das chaves do fim de semana em Buenos Aires: os pneus (Foto: Fernanda Freixosa/Vicar)
Átila, que vem sendo um habitué do Q3 ao longo da temporada, desta vez ficou fora dos seis primeiros do grid de largada. O sorocabano, que ocupa o terceiro lugar no campeonato, teve dificuldades para encontrar a temperatura ideal dos pneus no carro #51 da TMG/Shell Racing.
 
“Esperava estar no Q3 e largar entre os quatro primeiros, sempre estive entre os melhores nos treinos. Mas o carro tem demorado a gerar temperatura, e não se acha o equilíbrio ideal. Na curva 1, o carro é muito dianteiro na primeira volta e bom no restante da pista, e nas outras voltas fica bom na primeira curva e nem tanto nas outras”, reportou Abreu. “Performance, o carro tem, mas o problema é gerar temperatura e aproveitar o melhor do pneu”, salientou.
 
Só que há outro fator que pode ser decisivo para os resultados do fim de semana em Buenos Aires. Não somente os pneus em razão do alto desgaste, como já foi colocado pelos pilotos, mas sim pela ameaça que vem do céu. A previsão de chuva para a tarde deste domingo em Buenos Aires chega a 80%, de acordo com o site especializado ‘Accuweather’. E a chuva sempre costuma tornar as corridas uma autêntica loteria. Não vai ser diferente na Stock Car a etapa argentina for disputada com a pista molhada. E aí, muda tudo, porque o leque em termos de estratégia é muito maior, ainda mais com a possibilidade bastante grande de entrada do safety-car. 

Com tantas variáveis, é difícil definir a melhor estratégia para a rodada dupla, como explica Camilo. “Não temos nenhum plano traçado ainda. Amanhã ainda tem previsão de chuva, e quando tem essa variação de pista, precisamos nos concentrar primeiro no classificatório. Por conta disso, vamos trabalhar mais o carro para a corrida no warm-up. Vou tentar aproveitar as oportunidades. Hoje mostramos que estamos competitivos. Na largada, é tentar manter a posição e tentar nas voltas seguintes uma oportunidade para ultrapassá-lo. Estou bem confiante, temos um carro bom”, comentou o piloto da A.Mattheis/Ipiranga e vice-líder do campeonato.

Cacá Bueno torce por chuva neste domingo na Argentina. E há grandes chances de pista molhada na rodada dupla (Foto: Bruno Terena/RF1)
Mesmo com enorme experiência no automobilismo argentino, Cacá Bueno não se acertou com a pista de Buenos Aires neste fim de semana. Cheio de problemas para encontrar o melhor acerto, o pentacampeão é um dos pilotos que torce por chuva neste domingo. 
 
“Vou torcer para vir chuva neste domingo e quanto mais coisas improváveis acontecerem na corrida, pode ser melhor para nós. Tem sido um final de semana muito difícil para o nosso carro: trocamos o motor na sexta-feira e praticamente não treinei no segundo livre também. Como eu não tive essa chance de testar um bom setup e desenvolver o carro, o resultado acabou sendo abaixo do esperado”, afirmou o piloto da Cimed, 14º no grid.
Átila teve dificuldades para encontrar o melhor aquecimento dos pneus (Foto: José Mário Dias/Shell Racing)
Fraga, mesmo largando mais à frente em relação ao seu mentor, endossa as palavras de Cacá sobre a chuva: “Como não tenho nada a perder, gostaria de uma prova com bastante movimentação, pista molhada, enfim, chance de descontar pontos na tabela”, comentou o tocantinense.
 

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Por fim, uma crítica à transmissão da classificação pela emissora oficial. Entende-se todas as questões que englobam a realização e exibição de uma prova em outro país, com uma geradora de imagens diferente da habitual, mas o que se viu no sábado deixou demais a desejar. Seja pela falta de qualidade das imagens em muitos pontos do circuito, outras vezes pela pobreza de informações mostradas na tela, como os tempos dos pilotos na pista. O espectador só soube que Rubens Barrichello foi o 17º no grid, por exemplo, no fim da sessão. 

 
Sendo a principal categoria do automobilismo brasileiro, e ainda mais neste novo momento de interação com os fãs e voltando a se expandir internacionalmente, a Stock Car merece uma transmissão à altura. Pelo que se viu no sábado, ficou devendo muito.

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