“Seria muito importante” para Argentina encerrar seca de pilotos na F1, diz Canapino

Se o Brasil está em seu segundo ano seguido sem pilotos na Fórmula 1, na Argentina a situação é ainda pior: são 18 anos. Para Agustín Canapino, que correu a etapa de Santa Cruz do Sul da Stock Car, seria bom que essa 'seca' se encerrasse logo

Quando o Brasil deixou de ter um representante na Fórmula 1, em 2018, muito se criticou a formação de pilotos no país. Mas há, aqui ao lado, um país em situação 'pior': a Argentina não coloca alguém na categoria desde 2001.

Naquele ano, Gastón Mazzacane foi o último representante 'hermano' na F1. Desde então, ninguém chegou perto de honrar as conquistas de Juan Manuel Fangio. 

Mas o que falta para que isso ocorra? Ou melhor: é realmente preciso ter tal vaga para fortalecer o automobilismo nacional? O GRANDE PRÊMIO entrevistou Agustín Canapino, atual bicampeão do Turismo Carretera (e que correu a etapa de Santa Cruz do Sul da Stock Car em julho), portanto um dos principais nomes argentinos do momento, para entender o lado do país vizinho sobre tal questão.

Agustín Canapino (Foto: Duda Bairros/Vicar)

"Para a Argentina seria muito importante ter um piloto na Fórmula 1, mas o país, há muitos anos, não investe em conseguir um piloto na F1", comentou.

"E se não tiver um investimento muito grande, e uma seleção de talentos, focados em chegar lá, é impossível", continuou Canapino.

Para ele, a grande questão é a mesma que assola o Brasil, além da parca produção de pilotos: são poucas vagas, em que é necessário um nível muito grande de talento para poder ocupá-las.

"É um caminho que só 20 no mundo conseguem por vez. Em um mundo com centenas de milhares de pilotos, não é nada fácil", concluiu.

No total, foram 25 pilotos argentinos que já disputaram a F1 ao menos uma vez em toda sua história. O único campeão é o penta Fangio. Carlos Reutemann e José Froilán González têm vitórias, enquanto Onofre Marimón e Carlos Menditeguy colocaram a Argentina, ao menos uma vez, no pódio.

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