Shell se recupera e vai ao top-10 com Di Mauro e Zonta na corrida 2 em Goiânia

O domingo da rodada dupla de Goiânia não foi dos mais fáceis para a Shell. Mas depois de uma complicada corrida 1, a segunda prova foi mais favorável, com Gaetano di Mauro finalizando na sexta colocação, seguido por Ricardo Zonta. Átila Abreu enfrentou problemas de falta de velocidade nas retas, mas conseguiu pontuar, assim como Galid Osman

A penúltima etapa da temporada 2019 da Stock Car e última rodada dupla do campeonato foi disputada neste domingo (24) em Goiânia. Foi uma jornada repleta de desafios para os quatro pilotos da Shell. Sobretudo na corrida 1, Ricardo Zonta e Átila Abreu foram envolvidos em uma confusão no fim da primeira corrida. Galid Osman, que desde sábado tinha em mente uma estratégia de priorizar a segunda prova, teve de fazer um pit-stop extra, enquanto Gaetano di Mauro vinha bem até ver o pneu traseiro direito furar na quarta volta. 
 
Mas a segunda corrida se mostrou mais positiva, com os quatro pilotos chegando aos pontos. Gaetano e Zonta alcançaram o top-10 com a sexta e sétima colocações, respectivamente. Mesmo tendo um déficit de velocidade em reta desde sexta-feira, Átila conseguiu marcar pontos ao cruzar a linha de chegada na corrida 2 em 11º, com Galid finalizando logo atrás.
 
Di Mauro, que vai coroando uma primeira temporada na Stock Car com muito aprendizado, só lamentou a chance perdida de ter somado mais pontos por conta do furo na corrida 1, mas destacou o poder de reação e a estratégia para lidar com problemas e garantir um bom resultado no desfecho da rodada dupla.
 
“Na primeira corrida foi uma pena ter furado o pneu. Sabíamos que tínhamos um ritmo pelo menos para acompanhar o pessoal. Já ia salvar alguns pontos, com chance de pegar uma inversão de grid. Tive também um problema no câmbio na saída para a corrida 2. Minha borboleta não estava funcionando, a equipe saiu correndo e colocou um outro volante”, explicou.
“Saí largando do box, e você tem uma diferença grande para o pelotão. Mesmo assim, fomos fortes e rápidos, deu para disputar até o fim. Foi uma corrida difícil, mas emocionante para quem estava lá dentro”, salientou o dono do carro #11 da Shell Helix Ultra.
Gaetano di Mauro (Foto: José Mário Dias/Shell)
Zonta também largou em posição intermediária no grid e enfrentou muitos problemas na chamada zona da confusão. Mas não foi o único problema do veterano, que antes de ter finalizado a corrida 1 em 18º lugar, reclamou muito do procedimento da relargada após a entrada do safety-car, que veio após o incidente que envolveu Marcel Coletta, Bia Figueiredo e Rafael Suzuki.
 
“Foi difícil a corrida, até mesmo porque a primeira largada teve muitos toques, o pessoal estava muito apavorado, me colocando em posições difíceis, nas quais eu ficava para fora. Para conseguir levar o carro, fui conservador e perdi várias posições”, lembrou.
 
“Na relargada, antes da linha de largada, vários pilotos já estavam me passando, ainda mais que a luz do painel estava acesa. Sei que não é referência, mas como todo mundo deu a largada se ninguém sabia sem ser os cinco primeiros? Teve uma questão de sorte dos pilotos que aceleraram antes, mas isso não é totalmente limpo. Na segunda corrida, larguei bem, me posicionei bem, o carro se comportou muito bem. Só que quando troquei o pneu, meu carro ficou muito dianteiro e não consegui atacar. Fiquei cuidando do pneu dianteiro porque esfregava demais, e não consegui ter ritmo para ir para cima”, lastimou o paranaense, piloto da Shell V-Power, equipe chefiada por Thiago Meneghel.
Átila Abreu também ficou longe de estar feliz com o fim de semana em Goiânia. O sorocabano fez uma segunda parada visando a segunda corrida, mas a estratégia não foi bem-sucedida. “Meu carro tinha problema de reta, e eu tomava 0s5 de qualquer adversário na reta. Aí você tenta de alguma maneira jogar com a estratégia, fiquei três minutos parado para economizar combustível e mexer no carro, e os outros não fazem isso, gastam três voltas a mais e, na hora de abastecer, você é o que mais abastece. Não fizemos uma coisa nem outra”, afirmou o companheiro de equipe de Zonta.
 
E Galid Osman volta para casa também com um sabor amargo por conta dos problemas que enfrentou durante a rodada dupla deste domingo. 
 
“Com certeza não foi o que esperávamos. Fomos para a segunda corrida com o tanque cheio e todos os pushes, mas na largada deu um efeito sanfona e tomei uma pancada na traseira. O carro rápido que tinha na primeira corrida sumiu por causa disso. Então, só consegui me arrastar na corrida para fazer uns pontinhos”, finalizou o companheiro de Gaetano na Shell Helix Ultra.
 
A Stock Car volta a acelerar em três semanas para a disputa da etapa derradeira do campeonato. A grande final, marcada para Interlagos e com pontuação dobrada, acontece em 15 de dezembro.

 

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