Toyota brilha nas retas, segue 100% e justifica rapidamente entrada na Stock Car

A Stock Car voltou em 2020 a ser multimarcas - mas só uma delas é novata, e só uma delas tem ganhado tudo. No caso, o domínio da Toyota é impressionante após quatro corridas

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Foram disputadas, até o momento, quatro corridas na temporada 2020 da Stock Car. Ricardo Zonta venceu duas, Nelsinho Piquet uma, Rubens Barrichello outra. O que tais pilotos têm em comum? Sim, todos são brasileiros com passagem na Fórmula 1… Mas essa não é a resposta. Ela é: os três disputam o campeonato com o Toyota Corolla.

A mudança nos carros é a grande novidade da categoria para este ano. Após temporadas só com o Chevrolet Cruze, o conceito multimarcas voltou à Stock Car graças a presença da Toyota com o seu Corolla. E, até aqui, ele tem brilhado mais que o carro “rival”.

Além do 100% nas vitórias, os pódios também têm sido dominados pela marca japonesa: dos 12 espaços possíveis, ocupou nove. A Chevrolet só viu Denis Navarro ser terceiro na Corrida do Milhão, e Allam Khodair e Ricardo Mauricio em segundo e terceiro, respectivamente, na corrida 1 de Goiânia. De resto, só Toyota.

Rubens Barrichello e a Full Time andam de Corolla (Foto: Luca Bassani/Full Time)

Na classificação geral, seis dos 10 primeiros pilotam o Corolla, contra quatro Cruze. Nesta questão, o ponto é que são apenas oito carros da Toyota no grid. Fora do topo, portanto, estão apenas Bruno Baptista, que aparece já em 11°, e Matías Rossi, que teve problemas com quebras.

O domínio é claro e já justificou o valor da chegada da Toyota à categoria. O que é necessário entender, neste momento, é se isso terá longevidade, se é acaso, e o que especificamente a Toyota pode ter de melhor.

Cesar Ramos andou bem com o Corolla em São Paulo (Foto:Rafael Gagliano/Hyset)

As respostas, é claro, demandam tempo. Mas uma dica foi dada no final de semana do Milhão. A RC Eurofarma, atual tricampeã entre os pilotos, com Daniel Serra, e por equipes, é a única equipe com Chevrolet que tem os dois pilotos no top-10 – Ricardo Maurício é quarto colocado. E o time de ‘Meinha’ (Rosinei Campos) optou por não estrear uma atualização disponibilizada pela Chevrolet.

O pacote aerodinâmico foi liberado exatamente por causa da vantagem da Toyota na tabela. Mas os resultados que ele pode apresentar ainda são desconhecidos: “Como não teríamos um treino para testar as alterações, achamos melhor não fazer. Agora na oficina e com tempo para analisar os dados poderemos decidir”, comentou Meinha.

E Serra deu a dica sobre qual a principal diferença entre as marcas no momento – que talvez não seja resolvida pelo pacote: “A gente, na verdade, não tem conhecimento do quanto a gente vai ganhar e quanto a gente vai perder com o pacote aerodinâmico, então não dá para sair para uma classificação sem saber o que vai acontecer. No nosso estudo, o que a gente mais precisa agora em relação aos Toyotas é velocidade de reta, o que esse pacote não nos daria.”

Daniel Serra com o Cruze #29 da RC Eurofarma (Foto: Renato Mafra/RC Eurofarma)

Além da velocidade de reta, é necessário citar a força da Toyota também em velocidade de classificação: afinal, Cesar Ramos foi pole nas duas provas de Interlagos, enquanto Zonta foi o mais rápida em Goiânia.

Para o torcedor, na verdade, isso é bom: a Stock Car continua apertada, como era até 2019, com os carros andando em sua maioria no mesmo segundo, mas um ingrediente a mais surgiu. Cada equipe e a Chevrolet terão que pensar em como melhorar, enquanto a Toyota não pode deixar o ritmo cair. Ótimo para a temporada, que se carece de tempo, graças à pandemia, está cheia de emoção e boas corridas.

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