Superbike

Relato de uma ‘paçocada’: como Bautista vai perder o título mais ganho da Superbike

Álvaro Bautista começou a temporada do Mundial de Superbike de forma avassaladora. Entretanto, com uma sequência de quedas e pontos perdidos, pulverizou uma vantagem outrora de mais de 60 pontos e agora tem atraso de mais de 80 para Jonathan Rea

Grande Prêmio / NATHALIA DE VIVO, de São Paulo
Álvaro Bautista chegou ao Mundial de Superbike como um meteoro. Assinado com a Ducati, varreu no início do campeonato e foi empilhando grandes resultados. Com um desempenho tão notável, ninguém imaginou que chegaria a pausa de verão com uma desvantagem de 81 pontos na classificação.
 
Quando estreou, o espanhol mostrou que não estava para brincadeira. Das primeiras onze etapas do calendário, não deu chance para os adversários e se prendeu ao degrau mais alto do pódio. Em Ímola, por conta do mau tempo, conseguiu dois pódios, mas depois voltou a triunfar mais três vezes – duas em Jerez e uma em Misano.
 
Mas, coincidentemente, foi na segunda passagem pela Itália que a grande reviravolta na campanha do #5 começou a se desenhar. Se uma vez esteve no topo da categoria, o piloto agora iria conhecer o ponto mais baixo e profundo do poço que se encontrava em verdadeira queda livre.
Bautista não vive fase fácil (Foto: Reprodução)
Das últimas sete corridas disputas, em Donington e Laguna Seca, Bautista foi ao chão em nada mais que quatro vezes. Na passagem pelos Estados Unidos, inclusive, sofreu o maior dos golpes, pois além de lesionar o ombro, saiu zerado da etapa norte-americana.
 
Com golpe atrás de golpe, o titular da Aruba.it viu sua grande vantagem na liderança da classificação se pulverizar aos poucos. Antes já sustentando um respiro de mais de 60 pontos na ponta da tabela, agora tem que lidar com uma desvantagem de mais de 80 pontos para Jonathan Rea, o novo primeiro colocado.
 
Se sua história no Mundial de Superbike começou como um verdadeiro conto de fadas, agora precisa encarar cada vez mais um thriller de terror. Desafiando um adversário que pouco erra como é Rea, tem visto o título escapar por entre seus dedos após colocar uma das mãos em seu caneco.
 
A Panigale V4 R é uma moto bastante agressiva, é verdade, e muito se baseia nos conhecimentos que a Ducati adquiriu na MotoGP. O espanhol, com larga experiência na classe rainha Mundial, parecia ser o único da fábrica capaz de domar a fera. Entretanto, agora parece que o jogo virou – Chaz Davies, inclusive, conquistou uma vitória em Laguna Seca.
Jonathan Rea tem se aproveitado da fase (Foto: WSBK)
Com 12 corridas até a grande decisão do campeonato, resta agora ao #5 tentar colocar a cabeça no lugar para voltar a entrar nos trilhos. Com as férias da categoria e a próxima etapa apenas em dois meses, em Portimão, tem a grande chance de se reconfigurar para fazer as pazes com o triunfo.
 
Mas com tamanho atraso para o representante da Kawasaki, parece quase impossível que o titular da Ducati consiga dar a volta por cima. Entretanto, enquanto as chances matemáticas existirem, vai haver briga dentro da pista.
 
Agora é importante que tanto a fábrica de Borgo Panigale quanto o espanhol anotem e repensem todo o ocorrido de 2019 para que, se não voltarem neste ano, que renasçam ano que vem, assim não voltam a entregar o campeonato mais ganho da história.
 

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