Andrade e Dirani vivem situação curiosa na Copa Truck: a relação chefe de equipe e adversário nas pistas

Dirani e Zini representam a Scania na equipe de Andrade que, por sua vez, corre de Iveco na Dakar Motorsport

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É de certa forma comum no automobilismo um piloto acumular a função de chefe de equipe e exemplos não faltam. Na Copa Truck, que corre logo mais às 14h (de Brasília) em Caruaru, na abertura da Copa Nordeste, este fenômeno, por assim dizer, se repete de forma corriqueira: Martins, Fogaça, Marques, Totti e Andrade são os pilotos que também administram suas equipes.

 
Entretanto, o caso de Andrade traz uma exceção. Dono da RVR Motorsports, que coloca dois modelos Scania no grid com Dirani e Zini, o piloto número 15 corre contra seu próprio time. Representando a Dakar Motorsport, o paulista do Corinthians corre pela Iveco.
 
“Ainda estou me acostumando a este novo cenário. É desafiador porque estou me preparando para ter uma equipe bem competitiva, na qual os pilotos podem brigar sem ter a sombra do dono da equipe”, afirmou Andrade.
Dirani é o 11º colocado na temporada 2017 da Copa Truck (Foto: Fabio Oliveira)
Dirani não vê problemas em correr contra o próprio chefe e aposta que é muito mais difícil para seu patrão. “Ele é dono da minha equipe e pilota por outra, acaba tendo duas funções e tenho certeza de que para ele é muito mais difícil do que para mim. Na pista, ele é o truck número 15, então acaba sendo uma disputa de igual para igual”, disse.
 

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Andrade revela que tem permissão do time para trabalhar em conjunto e melhorar os trucks envolvidos. “Já quebrei um pouco a questão do sigilo. O que vale é o equipamento estar bom, e os pilotos têm de colocar o talento deles para fazer a diferença e receber as maiores possibilidades possíveis de desenvolvimento. Estou lutando pelos pilotos, e podemos fazer essa troca de informações. É bilateral”, explicou.

 
Dirani promete que, quando houver encontro na pista, nenhum dos dois vai aliviar. “Na equipe, ele quer fazer o melhor para os caminhões dele, obviamente, mas ele corre e vê os pilotos dele correndo contra. É de igual para igual. Ainda não chegamos a disputar realmente na pista mas, quando acontecer, será natural – se tiver de esfregar, a gente esfrega. Ele não vai ser bondoso, nem eu."
 
Andrade está contente com o desenvolvimento dos trucks e quer entrar na próxima temporada ainda melhor. “O aprendizado é bacana e tem servido de plataforma para que entremos em 2018 com mais dois caminhões no time”, concluiu.

 

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