Junto da Stock Car, Mercedes-Benz Challenge abre temporada com mais de 30 carros no grid em Goiânia

O grid cheio é o principal mérito da organização do Mercedes-Benz Challenge. Organizada pela montadora alemã, a categoria tem como um dos objetivos aproximar os carros de rua da marca de um público mais jovem através da esportividade. A montadora se diz contente com os resultados dados pelo torneio

O campeonato do Mercedes-Benz Challenge começou com um grid grande em Goiânia neste fim de semana, mais de 30 carros, mas a organização espera ver números ainda maiores na sequência da temporada. Lançada há cinco anos, a categoria faz parte de uma estratégia da montadora para atingir um público mais jovem do que tradicionalmente atingia, de acordo com o diretor de vendas e marketing da empresa, Dimitris Psillakis.
 
Psillakis diz que isso é algo que vem sendo procurado pela marca em todo o mundo nos últimos anos, com os investimentos no Mundial de F1 sendo o grande exemplo disso. A Mercedes conquistou o título da categoria no ano passado pela primeira vez em mais de cinco décadas.
Mercedes Challenge largou com mais de 30 carros em Goiânia (Foto: Fernanda Freixosa)
No Brasil, a atividade esportiva está ligada ao Mercedes-Benz Challenge, que também é uma forma de relacionamento com clientes. E o alto número de carros no grid está ligado à criação da classe CLA 45 AMG, em 2014, com carros que vieram da Alemanha preparados pela HWA.
 
“A Mercedes está investindo muito no esporte a motor. Não só no Brasil, no mundo inteiro. A Mercedes-Benz foi campeã na F1, tem uma história muito longa no esporte e está envolvida em muitas corridas diferentes no mundo inteiro. Todo esse ânimo da Mercedes-Benz com o esporte, no dia a dia os nossos clientes podem aproveitar com uma marca mais esportiva. Estamos juntando tudo, a experiência da Mercedes correndo e a paixão que a marca tem pelo automobilismo”, declarou Psillakis em entrevista ao GRANDE PRÊMIO.
 
Segundo Psillakis, o investimento no automobilismo faz parte de um investimento na marca. “Nossa razão para entrar nas corridas era mais desenvolver a imagem da marca no Brasil, uma marca que está mudando muito, com modelos mais acessíveis e muito mais, eu diria, atraentes para clientes jovens. Clientes que não buscam só os valores conhecidos da marca, mas também esportividade. Isso, no fim do dia, faz a marca estar mais próxima dos nossos clientes, por ser mais acessível e ter mais apelo emocional. Isso ajuda a criar uma base de clientes cada vez maior”, comentou. “Eu acho que os mais jovens gostam de carros, de motos, de máquinas que dão emoção."
 
“Não acho que a F1 é um campeonato que está envelhecendo”, avaliou Psillakis. “Mas é um campo de testes para tecnologias que todos os dias chegam nos carros que estamos desenvolvendo. Tem pessoas jovens e pessoas mais velhas assistindo à F1, é uma coisa que renova. E as marcas que chegam fazem o melhor para ganhar. Coisas que nós estamos trazendo para os veículos do dia a dia. Vou dar um exemplo dos nossos carros: a tecnologia híbrida, que faz o nosso carro ser muito rápido [na F1] e ao mesmo tempo econômico. É uma coisa que entra nos carros do dia a dia. É uma revolução, cuidando muito do meio ambiente."
O dirigente se mostrou contente com a adesão ao Mercedes-Benz Challenge e as duas classes que estão inclusas nele: a CLA 45 AMG e a C250.
 
“Ano passado, tinha um grid de 40, 42 carros, e creio que este ano ainda vamos chegar perto disso. Este campeonato começou há cinco anos, e criamos durante estes anos uma história e também uma expectativa. Começamos com o C250, um carro que foi preparado aqui no Brasil para as corridas, e no ano passado incluímos uma segunda categoria, mais divertida e mais rápida, a CLA 45 AMG. Essa nova categoria trouxe mais ânimo e competitividade”, disse.
 
O custo para a participação na temporada da classe principal gira em torno de R$ 300 mil, enquanto que a C250 custa entre R$ 150 e 200 mil. A lista de inscritos em Goiânia tinha 21 pilotos na CLA 45 e outros 11 na C250.
 
Por ora, estes são os planos que a Mercedes têm esportivamente para o Brasil. “É um compromisso muito grande, com alto investimento, que está dando certo para nós”, destacou. Fora isso, a montadora está construindo uma fábrica no país com previsão de inauguração para 2016.
 
 

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