F1
16/01/2018 09:11

Williams quebra acordo com Kubica, rende-se ao dinheiro russo e põe Sirotkin na vaga de Massa para 2018

Enfim, a Williams decidiu sua dupla para a temporada 2018 da F1. A equipe inglesa havia já optado por Robert Kubica – inclusive, com contrato assinado –, mas acabou, semanas depois, optando pelo dinheiro trazido pelo russo Sergey Sirotkin. E é o russo de 22 anos quem substitui Felipe Massa e corre ao lado de Lance Stroll
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EVELYN GUIMARÃES, de São Paulo
VICTOR MARTINS, de São Paulo

E a Williams enfim anunciou o nome do piloto que vai correr ao lado de Lance Stroll em 2018, substituindo o brasileiro Felipe Massa. Sergey Sirotkin, de 22 anos, acabou vencendo a disputa pela vaga britânica, depois que seus investidores convenceram a cúpula de Grove a abrir mão do contrato já assinado com Robert Kubica. Vindo do programa da Renault, Sirotkin desembarca na F1 sem um currículo de peso e só com a experiência esporádica em treinos livres. Ao polonês, que está fora da F1 desde 2011, sobrou o cargo de piloto reserva e de desenvolvimento da esquadra de Grove
 
Diário Motorsport, parceiro do GRANDE PRÊMIO, apurou que houve, sim, um contrato entre a Williams e Kubica e foi deixado de lado com o surgimento do aporte financeiro que o russo traz da SMP.
Sergey Sirotkin será companheiro de Lance Stroll em 2018 na Williams (Foto: Reprodução/Instagram)
Chefe do time de Grove, Claire Williams reconheceu que o time recorreu a um “extensivo processo de avaliação de pilotos”, mas avaliou que Sirotkin se ajusta à política do time de “promover e desenvolver jovens talentos”.

“Depois de um extensivo processo de avaliação de pilotos, estou muito feliz em ter o nosso line-up de pilotos para 2018 finalizado, e estou empolgada para ver o que a próxima temporada vai trazer”, disse Claire. “Tomamos nosso tempo para avaliar todas as opções disponíveis, e estou confiante de que Lance e Sergey podem entregar os melhores resultados para o time”, seguiu.

“A filosofia da Williams sempre foi promover e desenvolver jovens talentos, e Sergey se encaixa nisso”, defendeu. “Lance teve uma temporada de estreia de quebrar recordes e, com um ano de experiência, ele está pronto para começar 2018. Nós temos um line-up de pilotos talentosos para 2018, então estamos confiantes de que vamos entregar resultados empolgantes para o time”, completou.

Diretor-técnico da Williams, Paddy Lowe classificou o processo de seleção como “rigoroso e exaustivo”, mas disse que Sergey impressionou com “ritmo e talento”. “Nós conduzimos um rigoroso e exaustivo processo de avaliação de pilotos.

No fim, Sergey impressionou o time com seu ritmo de pilotagem e talento, feedback técnico e ética de trabalho, tanto na fábrica quando na pista em Abu Dhabi”, exaltou. “Estou encantado por ele estar se juntando ao time para formar dupla com Lance na próxima temporada”, comemorou.

“Lance vai para sua segunda temporada conosco, depois de conquistas notáveis em seu ano de estreia. Nós temos um line-up empolgante para 2018 que acreditamos que vai nos ajudar a maximizar o potencial do FW41”, frisou.
Robert Kubica chegou a assinar com a Williams, mas acabou preterido (Foto: Williams)
As negociações
 
Até a assinatura do acordo, o nome de Sirotkin mal era cogitado nas garagens inglesas. A briga se resumia, em um primeiro momento, ao polonês, Felipe Massa e Paul di Resta; depois, surgiu o nome de Pascal Wehrlein, dispensado pela Sauber diante do acordo feito com a Alfa Romeo. Uma semana antes do GP do Brasil, o anúncio da aposentadoria de Massa dava claros indícios de que Kubica havia vencido o 'vestibular'. Dias depois, o próprio Felipe já dizia saber quem seria seu substituto.

Entende-se que o valor que garantiu Sirotkin atinja a marca de € 14 milhões (aproximadamente R$ 55 milhões), mais do que o dobro oferecido pelos patrocinadores de Kubica, € 6 milhões – R$ 23 mi.  Por isso, a Williams resolveu testar Sirotkin junto com Kubica em Abu Dhabi logo após o modorrento GP
 

Se por um lado Kubica teve resultados consistentes no chamado 'long run', Sirotkin foi mais rápido em termos de velocidade pura. Intramuros, a Williams avaliou que o polonês não provocou suspiros enquanto as cifras oferecidas pelos russos aumentavam. A questão virou um dilema: honrar o contrato ou render-se à bufunfa. A Williams esperou o ano virar para resolvê-la, esperando que os agentes de Kubica — Nico Rosberg e Alessandro Brevi — conseguissem ao menos uma quantia que equivalesse à de Sirotkin. Não foi o caso.

Quem é Sergey Sirotkin
 
Em 2017, o jovem russo testou com a Renault no Bahrein e também em Abu Dhabi, com a Williams. Ainda, disputou as 24h de Le Mans pela equipe SMP e fez duas corridas pela ART na F2. Sergey acumula passagens pelas antigas GP2, onde venceu três vezes e tem um terceiro lugar como melhor resultado, e World Series, além de participação em treinos livres com Renault e Sauber. O último título conquistado por Sergey foi na F-Abarth Euro em 2011.

“Dizer que estou feliz e orgulhoso por me juntar a um time tão famoso quanto a Williams é uma subavaliação”, disse Sirotkin. “Foi preciso uma quantidade enorme de trabalho para chegar onde estou, e estou realmente feliz e grato a todos os envolvidos”, continuou.

“O resultado dos nossos esforços combinados me ajudou a conquistar o meu sonho e com a certeza de que o time pode confiar em mim para entregar o meu melhor”, concluiu o novo piloto da Williams. 

Dessa forma, com o anúncio feito pela Williams nesta terça-feira (16), o grid da F1 finalmente está completo para a temporada 2018, que começa em 25 de março, em Melbourne, na Austrália. 
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