MotoGP
16/01/2018 11:48

Diretor-esportivo dribla rumores, mas lista jovens pilotos que interessam Ducati: Morbidelli, Mir e Bagnaia

Diretor-esportivo da Ducati, Paolo Ciabatti não quis falar dos rumores envolvendo um acerto entre Francesco Bagnaia e a Pramac, mas colocou o nome do italiano na lista de pilotos que a casa de Bolonha considera interessantes. Além do piloto da VR46, dirigente citou Joan Mir e Franco Morbidelli, campeões de Moto3 e Moto2, respectivamente, em 2017
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Desmosedici GP18 (Foto: Ducati)

Enquanto debate se poderá ou não manter Andrea Dovizioso e Jorge Lorenzo no time a partir de 2019, a Ducati já tem em mãos uma lista de jovens pilotos atrativos. Entre eles, dois campeões mundiais.
 
Falando à imprensa após a apresentação da nova versão da Desmosedici, Paolo Ciabatti, diretor-esportivo da Ducati, admitiu o interesse em Joan Mir, Franco Morbidelli e Francesco Bagnaia.
Francesco Bagnaia é alvo do interesse da Ducati (Foto: Divulgação/MotoGP)

No último fim de semana, o jornal italiano ‘La Gazzetta dello Sport’ noticiou que Bagnaia estava próximo de um acordo para estrear na Pramac em 2019. Mesmo driblando os rumores, Ciabatti confirmou o interesse de Bolonha.
 
“Quando sou questionado sobre jovens pilotos, acho que Franco Morbidelli já fez uma temporada incrível e ele subiu para a MotoGP. Vamos ver a performance dele neste ano”, disse Ciabatti. “Em relação aos outros pilotos, achamos que Bagnaia é um piloto promissor e, definitivamente, Joan Mir fez uma temporada fantástica no ano passado. Precisamos esperar para ver o que ele vai fazer na Moto2”, seguiu.
 
“Se tivesse de dizer três nomes de jovens pilotos que podem ser interessantes para nós, seriam Morbidelli, Bagnaia e Mir sem começar a negociar”, apontou.
 
Mesmo sem citar os rumores sobre um acordo com Pecco Bagnaia, Ciabatti destacou o papel da Pramac para desenvolver jovens talentos.
 
“É óbvio quando você pensa que alguns pilotos são interessantes, você tenta entender qual a situação deles, quais comprometimentos que têm para o futuro, porque este é um pensamento básico. Se alguém decide que em cinco anos aquele é um piloto em potencial para você, é inútil”, considerou. “Então para fazermos nosso papel da forma correta, nós precisamos entender a situação desses pilotos e aí podemos pensar no nosso futuro. Como eu disse, é um futuro mais para a Pramac. A tarefa da Pramac é ser o time júnior da MotoGP”, resumiu.
 
Para 2018, a Pramac segue com Danilo Petrucci, de 27 anos, mas incorpora Jack Miller, de 22, que assume o lugar deixado vago por Scott Redding, que foi para a Aprilia.
 
“Foi por isso que assinamos com Danilo, Scott [Redding] e Jack, para colocá-los em um time muito profissional, com um material muito bom, seja com a mesma moto que os pilotos de fábrica ou só um passo abaixo, e com um time muito competente. A maior parte da gestão técnica é feita por engenheiros da Ducati Corse”, contou. “Às vezes, isso funciona, como aconteceu com Danilo ― obviamente, estamos felizes com as conquistas dele. Às vezes, não funciona, como com Scott. Não conseguimos os resultados que esperávamos. Ele teve um início fantástico com a Ducati quando estava testando em Jerez em 2015, mas as coisas realmente não correram como nós e ele esperávamos”, reconheceu.
 
“Mas é por isso que temos uma relação tão próxima com a Pramac. Qualquer novo piloto passaria primeiro pela Pramac e aí veríamos se podemos fazer a ‘coisa [Andrea] Iannone’, promovendo-o da Pramac para o time de fábrica”, concluiu.


 
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