MotoGP

Diretor da Ducati vê interesse de rivais em Dovizioso, mas frisa vontade de manter dupla: “Não sabemos se será possível”

Coordenador da Ducati, Davide Tardozzi admitiu que a performance de Andrea Dovizioso em 2017 deve atrair o interesse da concorrência, mas sublinhou o desejo de manter sua dupla de pilotos inalterada
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Desmosedici GP18 (Foto: Ducati)

A Ducati vai para a temporada 2018 da MotoGP com os ânimos em alta. Depois de brigar pelo título do ano passado até a última etapa, a equipe de Bolonha se vê em uma “situação incrível”, já que entende que tem dois pilotos em condições de brigar pelo título.
 
Falando à imprensa nesta segunda-feira (15) após a apresentação do novo layout da Desmosedici, Davide Tardozzi, coordenador da Ducati, sublinhou o bom momento do time, mas reconheceu que Honda e Yamaha devem aparecer fortes neste ano.
 
Na visão de Tardozzi, a Ducati está na posição mais forte que esteve “por muitos e muitos anos”. “Obviamente, quando Casey [Stoner] estava lá, era um time forte, mas dois pilotos que têm a possibilidade de lutar pelo campeonato? Acho que é a primeira vez”.
Com Jorge Lorenzo e Andrea Dovizioso, Ducati se vê em sua melhor situação na MotoGP (Foto: Ducati)
“Para nós, é uma situação incrível. [Estamos] absolutamente confiantes, mas com total respeito pelos nossos competidores, sabemos que, com certeza, a Yamaha vai se recuperar de seus problemas e, certamente, Marc [Márquez] e a Honda têm o número um na carenagem por um motivo”, disse Tardozzi. “Então nós respeitamos os nossos competidores, mas eles devem nos respeitar também”, seguiu.
 

O dirigente reconheceu que a performance de Dovizioso em 2017 pode despertar o interesse da concorrência, mas frisou que gostaria de manter a mesma dupla de pilotos.
 
“Nós esperamos que alguém procure Dovi, mas acho que vamos começar em breve a falar com ele e Jorge também e tentar chegar a um acordo, porque nós gostaríamos de manter os dois no futuro”, comentou. 
 
Tardozzi ressaltou, ainda, que é a primeira vez que a Ducati se vê com dois pilotos em condições de lutar pelo título da MotoGP.
 
“Acho que, a partir deste ano, teremos dois pilotos lutando pelo campeonato. Então isso é uma coisa incrível que gostaríamos de manter para o futuro. Ainda não sabemos se isso será possível”, reconheceu.
 
Questionado se a Ducati teria como pagar o salário de Lorenzo e ainda compensar financeiramente a performance de Dovizioso, Tardozzi respondeu: “Não sabemos que tipo de proposta eles vão receber dos nossos rivais, mas estamos certos de que eles gostam de ficar com essa família. Vamos ver”.
 
No último fim de semana, o jornal italiano ‘La Gazzeta della Sport’ noticiou que a Pramac, equipe satélite da Ducati, está próxima de um acerto com Francesco Bagnaia. Sem mencionar o nome do italiano, Tardozzi destacou o papel da equipe no desenvolvimento de jovens pilotos.
 
“A Pramac é uma grande parte do nosso projeto, porque, no futuro, eles seguem com jovens pilotos”, afirmou. “Nós temos ideias em relação a que jovens pilotos colocar lá no futuro, aí discutimos sobre isso profundamente com eles para tentar planejar o próximo ano, começando a olhar para os caras de Moto3 e Moto2”, completou.


 
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