Albon vê carros de 2026 “difíceis de guiar” e diz que pilotos precisam de “mente aberta”

Alexander Albon elogiou potencial dos carros de 2026, mas apontou desafios e disse que pilotos precisarão se adaptar para extrair o máximo dos modelos

Alexander Albon deu suas impressões sobre os carros da Fórmula 1 de 2026. Após testar o modelo no simulador, avaliou que o novo regulamento vai exigir uma leitura mais ampla dos pilotos para extraírem o melhor desempenho dos carros, afirmando que os mais inteligentes se adaptarão melhor e “vão abusar do sistema”.

Com novos pneus, desenho de chassi e unidades de potência divididas igualmente entre combustão e sistema elétrico, os carros de 2026 também perderão bastante arrasto e pressão aerodinâmica, exigindo mais atenção dos pilotos nas curvas — inclusive com giros mais altos durante essas fases.

A mudança não foi bem recebida por todos: Charles Leclerc, por exemplo, chegou a afirmar que o modelo 2026 era “menos divertido de guiar” após testar no simulador. Lance Stroll foi mais um que não gostou e disse que o novo regulamento “parece um projeto científico de baterias”.

Albon, no entanto, não demonstrou o mesmo incômodo, mas apontou o nível de exigência mental e adaptação como pontos de atenção.

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Carros de 2026 da F1 vêm dividindo opiniões entre os pilotos (Foto: Reprodução/FIA)

É difícil de guiar. A carga mental também é alta. É importante saber como usar o motor e o sistema de energia. Temos de aprender um estilo de pilotagem diferente, mas isso faz parte do regulamento”, afirmou.

“Não fiquei tão chocado com a performance em si, mas sim em entender o sistema de potência e como tirar o melhor dele“, explicou.

Apesar da forte presença elétrica, Albon descartou um estilo de condução mais passivo, com economia excessiva de energia. Entretanto, disse acreditar que o diferencial estará na inteligência e capacidade de adaptação dos pilotos — e não apenas em quem conseguir ser mais veloz em curva.

“No fim das contas, só queremos boas corridas. A velocidade ou o jeito de pilotar não vão mudar muito. Não será como na Fórmula E, com tanta necessidade de poupar energia”, garantiu.

“Não estou reclamando, só estou dizendo que é bem diferente de guiar. Os pilotos que que se adaptarem melhor vão realmente bem. Precisaremos ter mente aberta para entender como guiar esses carros. Não é mais só sobre ser rápido na curva. Quem for esperto e entender o sistema, abusar dele e tirar o máximo possível, vai achar performance nisso também“, concluiu.

Fórmula 1 volta às pistas apenas entre os dias 29 e 31 de agosto, após o fim do recesso, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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