F1 surfa na onda do filme de Brad Pitt e arrecada R$ 6,68 bilhões no 2º trimestre
Com o aumento na receita da Fórmula 1 nos últimos três meses, as dez equipes do grid vão receber do Liberty Media o valor recorde de R$ 2,8 bilhões
O relatório financeiro do segundo trimestre de 2025 do Liberty Media, grupo que detém os direitos comerciais da Fórmula 1, foi anunciado nesta quinta-feira (7) e apresentou um faturamento recorde por parte das equipes. De acordo com Stefano Domenicali, CEO da categoria, além do “mais alto nível” da atual temporada, o filme estrelado por Brad Pitt e recentemente lançado nos cinemas teve um papel fundamental no crescimento dos números.
Após registrar ganhos de US$ 403 milhões (R$ 2,2 bilhões, na cotação mais recente) nos três primeiros meses — uma queda de US$ 150 milhões (R$ 817,5 milhões) em relação ao mesmo período de 2024 —, a receita de abril, maio e junho foi de nada menos que US$ 1,23 bilhão (R$ 6,68 bilhões). Esse montante é o segundo mais alto desde que o conglomerado norte-americano assumiu o comando do Mundial.
Desta forma, enquanto as dez equipes do grid receberam US$ 114 milhões (R$ 621,3 milhões) no primeiro trimestre, os ganhos subiram para US$ 513 milhões (R$ 2,8 bilhões) nos últimos meses.
“Esta temporada tem apresentado corridas fenomenais, com várias equipes e pilotos competindo no mais alto nível. O filme da F1 produzido pela Apple estreou com merecidos elogios, marcando o maior lançamento nos cinemas já feito por um serviço de streaming e cativando tanto os fãs mais antigos quanto os novos fãs da F1″, disse Domenicali por meio de um comunicado.

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“Momentos culturais como o filme da F1, aliados à ação emocionante nas pistas, estão gerando fortes tendências de audiência e um engajamento especialmente robusto nas redes sociais e plataformas digitais, incluindo um número recorde de impressões geradas por conteúdos postados nos canais oficiais da F1”, continuou. “Graças aos esforços das nossas equipes, parceiros e da comunidade da F1, estamos impulsionando um excelente momento para a categoria, dentro e fora das pistas”, concluiu o CEO.
A receita operacional do último trimestre também apresentou um salto interessante, saindo de US$ 84 milhões (R$ 457,8 milhões) em 2024 para US$ 293 milhões (R$ 1,59 bilhão) na atual temporada. As arrecadações da Formula One Management (FOM) são oriundas de três canais principais: promoção de corridas, taxas de transmissão e uma combinação de patrocínio, hospitalidade corporativa e licenciamento.
“A receita primária da F1 aumentou nos três meses encerrados em 30 de junho de 2025, principalmente devido à variação no calendário em comparação com o ano anterior, o que gerou uma receita adicional com promoção de corridas e maiores receitas de patrocínio e direitos de mídia, com uma proporção maior da receita sazonal sendo reconhecida durante o período, além de aumentos contratuais nas taxas em todas as principais fontes de receita”, informou o relatório do Liberty Media.

“A receita de patrocínio também foi beneficiada pelo reconhecimento de receita proveniente de novos patrocinadores. A receita com direitos de mídia também aumentou devido ao crescimento contínuo nas assinaturas da F1 TV e ao reconhecimento de uma receita pontual associada ao lançamento do filme da F1”, encerrou.
Depois do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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