Wolff diz que “seria 1º a sair” no insucesso da Mercedes: “Pressão é minha zona de conforto”
Toto Wolff reconheceu que os desafios vêm em primeiro lugar e que longe deles fica entediado. O dirigente detalhou como lida com a chefia da Mercedes
Chefe da Mercedes na Fórmula 1, Toto Wolff revelou detalhes de como lida com a responsabilidade que possui à frente de um das mais bem-sucedidas equipes do grid. E dos momentos difíceis em que o sucesso parece distante. O dirigente austríaco afirmou que o desafio o motiva a continuar como principal pilar da estrutura de Brackley e garantiu que, em caso de fracasso, seria o primeiro a deixar o comando do time octacampeão do mundo. Toto declarou ainda que precisa viver sob tensão, justificando que “a pressão é a minha zona de conforto”.
Wolff ingressou na Mercedes em 2013 e assumiu a chefia no ano seguinte. Desde então, enfrentou altos e baixos com a equipe, mas principalmente altos, já que dos 11 campeonatos de construtores que disputou como líder da equipe, venceu oito. No campeonato atual, a esquadra prateada ocupa a terceira colocação, com uma vitória em 2025, no GP do Canadá.
Em entrevista ao jornal La Gazzetta dello Sport, o austríaco falou sobre seu papel e reconheceu que faz autocríticas com frequência. “Olho no espelho e me pergunto: ‘Estou contribuindo para o sucesso da equipe?’ Se eu não estivesse, seria o primeiro a escolher outro para ficar no meu lugar”, assegurou.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

“Poderia virar CEO ou presidente e ficar no sofá apenas pedindo por feedbacks de performance, isso seria muito mais fácil, mas eu amo desafios. Eu tive uma infância difícil e adolescência também, e a pressão é a minha zona de conforto”, contou Toto.
Nos quase 12 anos sob o comando de Wolff, a Mercedes somou números notáveis. Até agora, além dos oito campeonatos entre os construtores, foram conquistados sete Mundiais de Pilotos, 117 vitórias, 125 poles e 273 pódios — sendo 55 dobradinhas. Entre 2014 e 2021, a Fórmula 1 testemunhou o maior domínio de um time em pouco mais de 70 anos de jornada. Além disso, a equipe ajudou Lewis Hamilton a se tornar o maior recordista de pole e triunfos da história. Neste período, o inglês arrematou seis de seus sete títulos mundiais.
“Se não tem pressão, fico entediado, sou motivado por desafios e vitórias, o resto vem em segundo plano para mim”, concluiu Toto, que agora procura devolver a Mercedes à briga por vitórias e títulos, apostando alto no regulamento de 2026.
Depois do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!