Antonelli explica dificuldades na F1 e define meta para 2025: “Igualar Russell”

Andrea Kimi Antonelli detalhou as dificuldades com um carro de Fórmula 1, mas está certo de que pode se aproximar do ritmo de George Russell até o fim do ano

Andrea Kimi Antonelli estreou na Fórmula 1 pela Mercedes em 2025 e, ainda que tenha conseguido alguns resultados interessantes, está com dificuldades para extrair algum desempenho do W16 e sofre com a perda de confiança. O italiano detalhou as dificuldades com um carro de F1, mas acredita que pode voltar das férias em boa forma para ficar mais próximo da performance do companheiro George Russell.

Antonelli teve uma ascensão rápida nas categorias de base e pulou a Fórmula 3 ao se juntar ao grid da Fórmula 2 em 2024 após vencer a FRECA. Com apenas 18 anos de idade e pouca quilometragem com monopostos, muitos foram os questionamentos acerca da decisão da Mercedes de promover o italiano ao posto de titular em 2025.

No início da temporada, Antonelli conquistou resultados interessantes, como o quarto lugar em uma corrida de recuperação no chuvoso GP da Austrália, a pole-position na sprint em Miami e o pódio no GP do Canadá. Kimi, no entanto, começou a sofrer muito para extrair algum desempenho do carro quando a F1 entrou na fase europeia. Tanto que pontuou em apenas duas das últimas oito corridas.

Em meio aos resultados ruins, Antonelli falou inúmeras vezes da falta de confiança no equipamento Mercedes e até foi visto chorando após a classificação do GP da Bélgica. Agora, o italiano explicou que é difícil entender o limite do carro, principalmente com as constantes variações nas condições da pista.

“Estou tentando entender o quanto o carro pode entregar em uma volta de classificação, que é quando forçamos ao máximo e é muito fácil passar do limite. Então estou tentando encontrar essa linha que é muito tênue. A aderência também é muito alta na classificação e entramos nas curvas com muito mais velocidade do que na corrida”, disse Antonelli.

“E a cada volta percebo que posso ir mais rápido. Mas ainda não cheguei ao ponto em que atinjo o limite absoluto logo na primeira volta. E esse limite também muda muito de acordo com as condições da pista, mas estou trabalhando nisso”, continuou Antonelli.

Antonelli divide a Mercedes com Russell, que além de ser um piloto experiente, está no time desde 2022. O italiano elogiou o companheiro de equipe e disse que o objetivo para o restante da temporada é se aproximar do ritmo do #63.

“Meu objetivo tem que ser fazer os mesmos tempos que George, e acredito que isso é possível. George está tendo uma temporada muito boa e está mostrando que é um dos melhores. Principalmente quando o carro está bom, ele demonstra do que é capaz. Se eu estivesse no nível dele no final do ano, será uma honra”, finalizou Antonelli.

Depois do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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