Red Bull defende “só” puxão de orelha por toalha de Verstappen na Hungria: “É lembrete”

Steve Knowles, engenheiro-sênior de estratégia da Red Bull, defendeu a decisão dos comissários e disse que o episódio com Max Verstappen vai servir de lição para os demais times do grid

Max Verstappen protagonizou uma cena curiosa quando tirou uma toalha de dentro do carro da Red Bull e a arremessou na pista durante o TL2 do GP da Hungria. Apesar do lance visto como perigoso, o #1 escapou de qualquer punição e foi advertido pelos comissários. E para Steve Knowles, engenheiro-sênior de estratégia da Red Bull, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) agiu da forma correta.

Faltando 20 minutos para o fim do TL2, Verstappen se sentiu incomodado com o objeto que estava dentro do cockpit do RB21 #1. Assim, reduziu a velocidade, tirou o carro da linha de corrida e jogou uma toalha na pista. A atitude chamou a atenção de todos os que acompanhavam a sessão.

Verstappen foi chamado para a sala dos comissários depois do TL2 e explicou que, enquanto estava na garagem, a toalha de rosto havia escorregado do seu colo para o lado do banco, e a equipe não sabia que ela ainda permanecia no cockpit. Por isso, quando percebeu que ela ainda estava no carro, tentou jogá-la o mais longe possível. De acordo com os comissários, o objeto “tinha o potencial de ficar presa na área dos pedais e interferir na capacidade do piloto de controlar totalmente o carro”, e que, portanto, “o carro foi liberado em uma condição insegura”.

Por não se tratar de um objeto duro e potencialmente perigoso, os comissários avaliaram a situação com a toalha como “menos grave” e apenas advertiu o piloto e a equipe. Knowles defendeu a postura da FIA e disse que o episódio na Hungria serve de lembrete para que as demais equipes do grid não façam algo semelhante.

“É certo dizer que é perigoso quando o carro sai da garagem com algo solto no cockpit. Foi um pouco exagerado dizer que ‘a toalha pode entrar no vão dos pés e obstruir o pedal’. Mas em casos extremos, poderia ter sido perigoso”, disse o membro da Red Bull ao podcast The Inside Track.

“É justo que os comissários tenham emitido apenas uma advertência, mas também serve de lembrete para que todos tenham cuidado para algo parecido não acontecer. E as equipes têm a responsabilidade de garantir que os cockpits estejam livres de qualquer objeto solto e potencialmente perigoso”, finalizou Knowles.

Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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