Bearman aposta em F1 “mais nivelada” entre novatos e veteranos com regras de 2026

Como os carros de 2026 serão muito novos, Oliver Bearman acredita que a experiência não vai fazer tanta diferença na busca por resultados

A Fórmula 1 2026 nem começou, mas já tem dado o que falar por conta das mudanças no regulamento que vão obrigar até mesmo os mais experientes a ter de ‘reaprender’ alguns aspectos da pilotagem, mas isso não é visto como um problema por todos. Oliver Bearman, por exemplo, enxerga na mudança a possibilidade de se ter um grid “mais nivelado” entre novatos e veteranos.

A principal novidade do regulamento técnico são as novas unidades de potência, com a parte elétrica ampliada para uma proporção 50/50 em relação ao motor de combustão interna e produzidas para funcionarem com combustível 100% sustentável. Essa alteração aumentará a carga de trabalho do piloto, que poderá alterar entre os modos de potência e outros artifícios ao longo da volta.

O futuro, contudo, ainda é um tanto nebuloso. Testes iniciais em simuladores o foram alvo de críticas de nomes mais experientes, como Lance Stroll. Charles Leclerc, por sua vez, comparou a possibilidade de os pilotos terem de repensar estilos de pilotagem com “abandonar a memória muscular”.

Bearman, no entanto, acredita que essa redefinição técnica esvaziará a vantagem da experiência. “É o caso dos pilotos do grid que pilotam nesta era há muito tempo. Eles entendem como funciona, como contornar as limitações e como tirar o máximo proveito disso”, começou o jovem britânico ao site da revista inglesa Autosport.

Bearman é um dos seis novatos do grid da F1 2025 (Foto: Haas F1 Team)

“Portanto, não há dúvida de que nós, como estreantes, com menos experiência, estamos atrasados nesta era de carros. Acho que o próximo ano vai nivelar bastante o grid, e estou ansioso para ver a Haas com bom desempenho”, salientou.

“Os carros desta era são difíceis de pilotar. E você precisa de total confiança no carro, porque o nível de downforce é o mais alto que já vimos. Então, quando algo dá errado, acontece de forma drástica e você não consegue recuperar”, completou Bearman, que vê os veteranos em vantagem justamente por entenderem o que fazer quando algo foge do controle.

Falta de confiança no carro, aliás, foi uma das razões citadas por outro estreante, Andrea Kimi Antonelli, para explicar a queda de performance na fase europeia da competição. O pupilo da Mercedes marcou somente 1 tento nas últimas sete corridas realizadas no Velho Continente.

“Se você não tiver total confiança, a perda de tempo de volta é infinita”, pontuou Ollie. “E houve alguns cenários na classificação em que eu não estava totalmente confiante com o carro, e o tempo de volta que perdi foi extremamente desproporcional à diferença de confiança”, seguiu.

“É muito fácil entrar em uma espiral negativa e, portanto, é muito importante recuperá-la o mais rápido possível. Mas é um problema real e, definitivamente, com mais experiência, você aprende a superá-lo. Mas, nesta fase da nossa carreira, é difícil”, encerrou Bearman.

Fórmula 1 volta às pistas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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