Norris teme F1 “artificial” com carros “não tão espetaculares” em regulamento de 2026
Apesar de alguns receios, Lando Norris evitou ser apenas pessimista e afirmou que "há muitos pontos" que podem deixar as corridas melhores a partir da temporada 2026
Lando Norris foi mais um a se manifestar sobre a robusta mudança de regras que a Fórmula 1 vai encarar a partir da temporada 2026. Embora tenha afirmado que “muitas coisas podem tornar as corridas melhores” no próximo ano, o piloto da McLaren também alertou para outras questões que devem deixar a categoria “mais artificial” — o que, de acordo com ele, foge daquilo que é esperado para o esporte.
Além de modificações no âmbito das unidades de potência, com a parte elétrica passando a representar até 50% da força total — frente aos 20% atuais — e combustível 100% sustentável, a aerodinâmica dos carros também enfrentará uma verdadeira revolução com o novo regulamento, incluindo o fim do DRS, o retorno da aerodinâmica ativa e a redução significativa do efeito-solo.
Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), deixou claro que a entidade tem feito ajustes para que alguns dos temores — tanto por parte dos pilotos quanto das equipes — não se tornem realidade daqui a alguns meses. O debate acerca das baterias, por exemplo, foi colocado como um dos grandes pontos de atenção, embora Stefano Domenicali, CEO da F1, tenha minimizado as preocupações.
“É bom e diferente de maneiras distintas. A Fórmula 1, em termos de ser o auge do automobilismo, da velocidade e tudo mais, não tem muito como melhorar em relação ao que tivemos este ano e nos últimos anos”, avaliou Norris em entrevista ao site PlanetF1. “Quando entrarmos em 2026, as diferenças [de desempenho] vão ser maiores. Isso não significa que as corridas serão piores”, continuou.

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“Há muitos pontos que podem tornar as corridas melhores. Só não quero que as coisas fiquem artificiais demais. Não quero que pareça falso, roteirizado — não acho que seja certo. Isso não é automobilismo e não é o que gosto”, sublinhou. “Algumas coisas vão melhorar, mas os carros vão ser ainda mais lentos nas retas e nas curvas, coisas assim”, destacou Norris.
“Não vão parecer tão espetaculares em termos de performance por volta. Não vão parecer tão rápidos, porque no fim das retas estaremos perdendo velocidade, estaremos desacelerando. Então não vai parecer tão legal ou especial. Ainda acho que há coisas que eu gostaria mais no carro. Só mais bateria, coisas assim. Poderíamos ter um pouco mais de normalidade nisso”, lamentou o britânico, que, por fim, reconheceu que as dificuldades se apresentam para todos no grid.
“É um novo desafio para todos, então devemos encarar com expectativa o desafio de um novo carro e de novos regulamentos. Isso também é algo que torna a Fórmula 1 empolgante, às vezes. É um novo começo para todo mundo. Como equipe, estamos animados. É algo que nos motiva. Como piloto, queremos carros que simplesmente possamos pilotar”, encerrou.
A Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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