McLaren explica estrutura “colaborativa” de comando na F1: “Não há um ditador”
Chefe da McLaren, Andrea Stella falou sobre como funciona o trabalho entre Rob Marshall, responsável pela parte de engenharia e projeto, e os outros diretores-técnicos da equipe
Andrea Stella explicou em maiores detalhes a estrutura adotada pela McLaren no início da temporada 2024, quando decidiu que três diretores-técnicos se reportariam diretamente a Rob Marshall, responsável pela parte de engenharia e projeto desde o ano passado. Para o chefe do time papaia, não existe a necessidade de “haver um ditador” que sempre decida tudo dentro da fábrica.
Depois de viver um período de mais de 15 anos sem conquistar qualquer título na Fórmula 1, a escuderia inglesa se reorganizou nas mãos do CEO Zak Brown e do dirigente italiano e voltou a ter sucesso no Mundial de Construtores. Em 2025, com Oscar Piastri e Lando Norris, está muito próxima de alcançar a glória com um piloto, algo que não acontece desde 2008, quando Lewis Hamilton conquistou o primeiro título da carreira.
O projeto ganhou um forte impulso com a contratação de Marshall, ex-chefe de engenharia da Red Bull, que foi colocado como líder de uma estrutura única na categoria e que conta com mais três profissionais: Neil Houldey, diretor-técnico de engenharia; Mark Temple, promovido para supervisionar o desempenho; e Peter Prodromeu, responsável pela aerodinâmica — com todos atuando em colaboração com Rob.
“Ainda me lembro quando anunciamos que passaríamos de um para três diretores-técnicos — surgiram muitas perguntas sobre quem tomaria as decisões”, disse Stella em entrevista ao site Motorsport. “Para mim, quem toma as decisões nunca foi um problema, porque a minha forma natural de enxergar as coisas é tão colaborativa que quem não tem esse tipo de característica simplesmente nem estaria conosco desde o início”, apontou.

“As decisões normalmente tendem a surgir como uma massa crítica de informações acumuladas, em vez de haver um ditador que, em algum momento, vai bater o martelo”, explicou. “Zak e eu acreditávamos que isso era possível. E desde então, adicionamos Rob Marshall, que se tornou o quarto diretor-técnico — e a dinâmica não mudou”, concluiu o chefe da McLaren.
A Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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