FIA esclarece cenário para retorno de Bottas após punição no GP de Abu Dhabi de 2024
FIA confirmou que mudança que prevê prescrição de sanções esportivas após 12 meses não vale de forma retroativa, e Valtteri Bottas cumprirá punição recebida no GP de Abu Dhabi de 2024 caso retorne à Fórmula 1 com a Cadillac
Valtteri Bottas precisará cumprir a punição de cinco posições no grid recebida no GP de Abu Dhabi de 2024. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou que a mudança recente no regulamento, que prevê prescrição de sanções esportivas após 12 meses, não vale de forma retroativa. Sendo assim, o finlandês — que deve ser anunciado como piloto da Cadillac durante a semana do GP dos Países Baixos — cumprirá a decisão em 2026 caso não seja chamado para substituir George Russell ou Andrea Kimi Antonelli na Mercedes ainda nesta temporada.
Na corrida em Yas Marina, Bottas foi considerado culpado por causar um acidente com Kevin Magnussen e, como abandonou a prova, acabou punido com a perda de cinco posições no grid — pena que ficou pendente porque deixou a Sauber e ficou sem vaga no grid este ano. Assim, a sanção será cumprida automaticamente na próxima corrida que disputar.
“Atualmente, a punição permanece válida, já que não existe mecanismo para alterar retroativamente uma penalidade aplicada segundo as regras vigentes à época. A mudança no regulamento foi pensada para evitar situações anômalas semelhantes no futuro”, explicou um porta-voz da FIA ao portal neerlandês RacingNews365.
Um ajuste no regulamento esportivo da FIA prevê que punições esportivas, como a de Bottas, agora têm um prazo de validade de 12 meses. No entanto, havia incerteza sobre a aplicação em incidentes ocorridos antes da mudança — situação esclarecida pela entidade.

“A perda de qualquer número de posições no grid será aplicada na próxima sprint ou corrida em que o piloto participar dentro do período subsequente de doze (12) meses”, diz o documento da FIA, atualizado no final de julho.
A situação, inclusive, não é inédita. Jenson Button recebeu uma punição de três posições no grid depois do GP de Mônaco de 2017, quando substituiu Fernando Alonso na McLaren, mas nunca cumpriu a sanção. Como essa foi a última corrida do campeão de 2009 na categoria, ainda carregaria, teoricamente, um asterisco, mesmo aos 45 anos e prestes a se aposentar do automobilismo.
Robert Shwartzman é outro que viveu uma situação inusitada. Quando estava em pista pela Sauber no TL1 do GP do México do ano passado, recebeu cinco posições no grid como punição por ultrapassar sob bandeira amarela. Como nunca disputou uma corrida na Fórmula 1, ainda carrega essa sanção.
A Fórmula 1 volta às pistas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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