Steiner descarta que Liberty Media vá fazer “copia e cola” da F1 na MotoGP: “Não precisa”
Líder do consórcio que comprou a Tech3, Guenther Steiner avaliou que sempre é uma boa opção analisar o que os outros esportes estão fazendo, mas avaliou que a MotoGP não precisa copiar a Fórmula 1 para ter sucesso
Ex-chefe de equipe da Haas, Guenther Steiner descartou que o Liberty Media vá copiar a mesma estratégia aplicada na Fórmula 1 com a MotoGP. O agora líder do consórcio que comprou a Tech3 avaliou que o Mundial de Motovelocidade pode se inspirar em todos os esportes, inclusive na F1, mas tem o bastante para contar as próprias histórias.
Na última sexta-feira (5), Hervé Poncharal anunciou a venda da equipe ― tanto na MotoGP quanto na Moto3 ― para um consórcio liderado por Steiner por € 20 milhões (cerca de R$ 127,5 milhões). No próximo ano, Guenther vai assumir o papel de CEO, enquanto Richard Coleman será o novo chefe da equipe.
A aquisição do grupo de Steiner chega na esteira da aprovação da compra da fatia majoritária das ações da Dorna, detentora dos direitos comerciais dos Mundiais de Motovelocidade e de Superbike, do Mundial Júnior, do Mundial Feminino, das Talent Cup e da Red Bull Rookies Cup, pela União Europeia.
Ex-chefe da Haas, Steiner viveu de perto os efeitos do Liberty Media na Fórmula 1, inclusive alcançando um status de estrela com Drive to Survive, o documentário da Netflix que é visto como uma peça chave para o crescimento da audiência da categoria.

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“Cada local tem a própria história para contar e da própria maneira”, disse Steiner. “Agora muitas pessoas talvez estejam pensando que, porque o Liberty assumiu, vai copiar e colar a Fórmula 1, [mas] não acho que farão isso, pois a Dorna ainda está no comando deste lugar e eles sabem o que é importante para a MotoGP”, seguiu.
“Eles não precisam copiar ninguém, pois podem escrever a própria história”, defendeu. “Eles têm ingredientes o suficiente aqui para fazer a própria história e pessoas o bastante para fazerem a própria história”, ponderou.
Na visão de Steiner, olhar para os outros esportes é uma necessidade, já que é possível adaptar exemplos que permitam uma maior aproximação do público, mas a MotoGP é capaz de seguir um caminho próprio.
“Não é preciso dizer ‘vamos fazer o que fizeram lá’. Você sempre tem de olhar o que os outros esportes estão fazendo, não apenas a Fórmula 1. Têm outros esportes com os quais podem aprender. Aprendi muito com o entretenimento esportivo na América com esportes de taco e bola, como trazer os fãs para mais perto”, contou. “Você precisa olhar para todos os lugares. Mas não pode dizer: ‘Vamos pegar isso da Fórmula 1 e fazer aqui’, pois não há necessidade disso”, defendeu.
“A MotoGP pode fazer suas próprias coisas e ser muito bem sucedida. Já é bem sucedida”, concluiu.
A MotoGP acelera entre os dias 12 a 14 de setembro, no GP de San Marino e da Riviera de Rimini, direto da Itália, 16ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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