Ford minimiza pressão de trabalhar com Red Bull na F1: “Não é nossa primeira vez”
Jim Farley, CEO da Ford, minimizou a pressão de trabalhar com a Red Bull nos motores de 2026, pois a montadora esteve na F1 anteriormente
A Fórmula 1 terá um novo regulamento técnico na temporada 2026, com a aerodinâmica e os motores sendo os principais afetados. A Red Bull terá um desafio à parte, já que fabricará as próprias unidades de potência ao lado da Ford, que retorna à categoria após mais de 20 anos. Jim Farley, CEO da montadora estadunidense, minimizou a pressão e as dificuldades que irão enfrentar a partir do próximo ano e aposta no histórico vencedor da fabricante para triunfar novamente.
A Ford se uniu à Red Bull para a construção dos novos motores que estreiam no próximo ano. As unidades terão a parte elétrica representando 50% da potência total — frente aos 20% atuais — e combustível 100% sustentável.
O time taurino encerra a parceria com a Honda no fim da temporada 2025. Juntos desde 2019, conquistaram quatro títulos no Mundial de Pilotos — todos com Max Verstappen — e levaram a melhor duas vezes entre os Construtores. A montadora japonesa vai unir forças com a Aston Martin a partir de 2026.
O CEO da Ford diz ter noção do desafio de fabricar motores na F1, apesar da notória complexidade somada ao fato da fabricante estar afastada da categoria há anos.

“Acho que entendemos perfeitamente não só o que temos pela frente para apoiar Laurent [Mekies, chefe da Red Bull] e a equipe, mas também entendemos a história da nossa empresa e a nossa contribuição para a Fórmula 1”, disse Farley à Sky Sports. “E eu, pessoalmente, entendo isso muito bem”, seguiu.
“E creio que não será apenas a primeira corrida. Serão muitos anos pela frente. A pressão que sentiremos todos os dias, todas as semanas, enquanto trabalhamos juntos em estreita colaboração. Sabemos que isso está por vir”, ressaltou.
Mekies, que admitiu a defasagem do motor em relação às rivais, também falou a respeito do trabalho em conjunto com a Ford. “A cada dia que passa, estamos trabalhando cada vez mais juntos. O brainstorming se torna mais intenso. Tentamos encontrar novas áreas nas quais podemos nos desenvolver juntos, nas quais podemos nos impulsionar mutuamente”, destacou.
“Portanto, é exatamente o que precisamos, dada a dimensão do desafio. E tenho certeza, como disse Jim, que não é apenas o que nos separa do primeiro dia de testes. É depois disso que continuaremos a crescer juntos, continuaremos a nos incentivar mutuamente, e tenho certeza de que as colaborações se tornarão cada vez mais fortes”, prosseguiu.

A Ford já teve uma parceria com a Cosworth para desenvolver o motor DFV, que obteve um sucesso notório entre os anos de 1967 e 1983, vencendo 155 corridas. Juntos, também venceram 13 campeonatos de pilotos e 10 Mundiais de Construtores.
Questionado se vencer no primeiro ano da parceria era pedir demais, Farley respondeu: “Não é nossa primeira vez. Estamos na Fórmula 1 há algum tempo e acho que isso é bom. Como Laurent disse, somos muito humildes como empresa. Somos uma empresa humilde de qualquer maneira, mas esses são os melhores técnicos do mundo no automobilismo”, avaliou.
“E tudo o que posso dizer é que estamos dando o nosso melhor até agora. E só quero enfatizar o que ele disse, que não é apenas o que fazemos nas primeiras corridas. Será a rapidez com que reagimos ao que aprendemos sobre o chassi, sobre tudo. E entendemos isso na Ford”, enfatizou.
“Temos nossos melhores técnicos. Temos 180 mil funcionários. Todos sabem que este é um grande esforço da empresa. E vamos dedicar tudo o que temos a esse esforço”, encerrou Jim.
A Fórmula 1 retorna de 19 a 21 de setembro com o GP do Azerbaijão, 17ª etapa da temporada 2025
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