Ferrari e Red Bull alertam para combustível sustentável: “Não devemos subestimar”
Laurent Mekies e Frédéric Vasseur, chefes de Red Bull e Ferrari, falaram a respeito dos custos do combustível 100% sustentável, que estará presente na F1 2026
A Fórmula 1 tem a ousada meta de zerar por completo as emissões de carbono até 2030. A partir do próximo ano, a categoria terá combustíveis 100% sustentáveis, graças ao novo regulamento, que terá mudanças nos motores pela primeira vez desde 2014. Laurent Mekies e Frédéric Vasseur, chefes de Red Bull e Ferrari, respectivamente, falaram a respeito do aumento das dificuldades na redução da emissão de carbono e disseram que o combustível sustentável não deve ser subestimado.
Apesar da iniciativa ser favorável ao meio-ambiente e das medidas positivas que foram tomadas pela categoria, será um obstáculo difícil de superar para as montadoras, e os custos também devem aumentar.
A Fórmula 2 e a Fórmula 3 têm sido usadas com sucesso como campo de testes, com as categorias de base passando de uma mistura 55% sustentável em 2023 para 100% de combustível de origem biológica neste ano.
Quando questionado sobre o quanto o aumento dos custos seria um problema para as equipes e o que precisaria ser feito para combatê-lo, Mekies destacou o impacto mais amplo para os times.

“São regulamentos completamente diferentes”, respondeu o chefe da Red Bull. “Será um grande avanço em termos de tecnologia. É isso que importa agora”, seguiu.
“É um grande progresso porque é a primeira vez que o esporte será disputado com combustível 100% sustentável. Será um desafio incrível para todos os fabricantes de combustível e todas as fabricantes de unidades de potência extrair o máximo de desempenho possível”, ressaltou.
“Haverá um custo cedo ou tarde, mas, no momento, isso vem bem depois das considerações sobre obter um combustível que atenda a esses requisitos muito altos e obter o máximo desempenho dele”, salientou Mekies.
Uma reunião entre a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e os fabricantes de combustível da F1 foi marcada para discutir o problema do aumento dos custos e investigar se alguma medida pode ser tomada para 2027.

Vasseur explicou que a reunião foi mais voltada para abordar o “médio e longo prazo” na tentativa de “manter as coisas sob controle”. No entanto, o francês fez questão de enfatizar a importância desse desenvolvimento para a Fórmula 1.
“Acho que não devemos subestimar o desafio de passar para um combustível 100% sustentável. É um grande passo à frente para a F1 e uma nova direção que estamos tomando”, apontou o chefe da Ferrari.
“Honestamente, o combustível ainda não está definido, o que significa que é difícil saber o custo exato para o próximo ano. Com certeza, será um pouco mais do que na temporada atual”, admitiu.
“Mas esta reunião é mais voltada para o médio e longo prazo – para tentar ver como podemos adaptar a regulamentação no futuro para manter as coisas sob controle”, destacou.

“Porém, volto a dizer que não devemos subestimar o benefício do combustível sustentável. Sim, ele tem um custo, mas é um grande passo à frente para a F1”, finalizou Vasseur.
A Fórmula 1 retorna de 19 a 21 de setembro com o GP do Azerbaijão, 17ª etapa da temporada 2025.
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