Drugovich aponta “fator decisivo” em ida para Fórmula E e justifica escolha pela Andretti
Ao GRANDE PRÊMIO, Felipe Drugovich explicou como a participação no eP de Berlim, realizado em julho, despertou de vez o interesse em competir na Fórmula E
Escolhido pela Andretti para ser o novo companheiro de Jake Dennis a partir da temporada 2025/26 da Fórmula E, Felipe Drugovich lembrou do primeiro contato com a equipe e detalhou como aconteceram as negociações. Além disso, em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, o brasileiro também explicou como a participação no eP de Berlim o ajudou a perceber que realmente queria seguir carreira na categoria.
Enquanto esperava pacientemente por uma vaga na Fórmula 1 com a Aston Martin, o piloto de 25 anos acumulou experiência em outras categorias, como IMSA SportsCar, Mundial de Endurance (WEC), European Le Man Series (ELMS) e até um teste na Indy com a Ganassi. Entre essas aventuras, também assumiu o volante dos carros elétricos em testes com a Maserati, até ser convocado pela Mahindra para substituir Nyck de Vries na etapa alemã do campeonato, realizada no início de julho.
Agora, devido ao acordo firmado com a Andretti, Drugovich volta à Fórmula E, desta vez para assumir o posto de titular. Em conversa com o GRANDE PRÊMIO, o paranaense foi questionado sobre os motivos de ter escolhido a equipe norte-americana. “A história começou em 2023, logo depois que fui campeão na Fórmula 2. A gente teve algumas conversas com a Fórmula E e com a Andretti, principalmente”, começou.
“Conversamos, não era o momento para mim na hora, então a gente manteve uma boa relação depois disso. Continuamos conversando e chegou no meio desse ano, a gente fez um contato de novo com eles, ou melhor, eles fizeram com a gente, mas eu ainda não tinha 100% de certeza se era o que queria ou não. E principalmente pelo estilo de corrida ser tão diferente do que eu sou acostumado”, acrescentou.

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“Mas cheguei no eP de Berlim e foi uma coisa muito boa para mim. Curti muito, senti que era realmente o que precisava, e mesmo com o sétimo lugar, fiquei muito feliz — pelo motivo de ter completado a corrida, voltando a ter a sensação que tinha quando era pequenininho no kart. Fiquei muito feliz e acho que foi um fator decisivo para tomar esse caminho”, apontou.
Em uma situação extremamente caótica, já que a etapa em Berlim foi afetada pela chuva, Drugovich brilhou na corrida 2 ao largar da 19ª posição e terminar em sétimo, terminando à frente, inclusive, de Edoardo Mortara, titular da Mahindra. “O final de semana inteiro foi bem caótico. A gente teve problemas no carro e a chuva não parava de ir e vir o tempo inteiro”, lembrou.
“Então era uma confusão o final de semana inteiro, para realmente tentar entender o carro. E quando digo carro, eu já conhecia o carro da Fórmula E, mas para quem não sabe, o carro entre uma equipe e outra muda muita coisa, muda todo o sistema, a motorização e toda a maneira que o pessoal trabalha com o sistema do carro. Então foi difícil no começo”, seguiu o brasileiro, que apesar do bom resultado, admitiu que ficou se cobrando bastante depois do fim da corrida.

“Logo depois da chegada, já sentia que poderia ter feito mais, coisas que poderia melhorar, que é natural em uma primeira corrida na Fórmula E. Mas se isso acontecesse com dois anos de categoria, logicamente iria ficar bravo. Mas acontecer na minha primeira corrida, com o sétimo lugar, fiquei bem feliz, porque acredito que todo mundo gostaria de ter um resultado assim — e ainda saber que poderia ter feito muito mais”, sublinhou.
“Então acho que vou aprendendo durante o tempo, mas foi realmente um domingo bem especial para mim”, concluiu Drugovich.
O primeiro contato oficial do novo piloto da Andretti com o carro, com exceção aos testes privados, será na pré-temporada de Valência. O período se estende entre 27 e 31 de outubro, com o último dia dedicado exclusivamente ao Teste de Pilotas. O campeonato começa no primeiro fim de semana de dezembro, entre os dias 3 e 4, com o eP de São Paulo, no Anhembi.
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