Briatore recorda críticas em troca de Button por Alonso: “Tempo provou que estava certo”
Atual chefe da Alpine, Flavio Briatore destacou que Fernando Alonso mudou a história da Fórmula 1 na Espanha: "Antes só exibiam as motos", disse
Um dos responsáveis por colocar Fernando Alonso na Fórmula 1, Flavio Briatore relembrou o início da passagem do espanhol na categoria. O atual chefe de equipe da Alpine recordou o episódio de quando enfrentou a fúria da imprensa britânica ao preterir Jenson Button para colocar a então jovem promessa na Renault para a temporada 2003.
Os primeiros passos de Alonso na F1 foram em 2001, quando defendeu a combalida Minardi. Em uma época em que somente os seis primeiros marcavam pontos, o espanhol passou zerado pela temporada, mas deixou boa impressão. Como os testes eram habituais na programação das equipes da F1, a escolha para 2002 foi fechar para ser piloto reserva da Renault, chefiada por Briatore, seu então empresário.
Durante uma temporada atuando apenas como piloto de testes, Alonso mostrou seu valor para a Renault, que optou por não renovar o contrato de Button para o ano seguinte, gerando uma onda de críticas da imprensa inglesa. Briatore relembrou o episódio e afirmou que o tempo provou que estava certo — a parceria rendeu frutos, com as conquistas dos títulos de 2005 e 2006.
“Assim que o colocamos na Minardi, foi incrível. Depois disso, tínhamos um contrato com Jenson Button. Não renovei com Jenson, coloquei Fernando no carro e toda a imprensa britânica enlouqueceu”, disse Briatore em entrevista à ESPN. “Disse a eles que ficassem tranquilos, que o tempo diria se tinha feito certo ou errado. Gritaram isso e aquilo, e eu estava certo”, continuou.

“É como um rottweiler: está ali o tempo todo. Você vai a um lugar e o Rottweiler te morde o tempo todo. Esse é Fernando, é assim que ele quer ganhar”, completou Briatore.
Briatore apontou que Alonso mudou completamente a história da Espanha na Fórmula 1, pois o país não tinha tradição na categoria — foi com o Fernando, no GP da Hungria de 2003, que o hino espanhol foi executado pela primeira vez no alto do pódio do certame.
“Fernando foi tudo ali. A Espanha nunca teve um grande piloto de Fórmula 1 até então. Quando o contratamos, nem transmitiam a F1, só as corridas de motos. Ele mudou tudo”, finalizou.
A Fórmula 1 volta às pistas entre os dias 3 e 5 de outubro, para o GP de Singapura, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.
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