“Uma merda”: pilotos se queixam de brita no local da queda de Marc Márquez na Indonésia

Joan Mir considerou que Marc Márquez deve ter fraturado a clavícula justamente no degrau da brita da área de escape em Mandlika. Álex Márquez cobrou que os pilotos sejam mais bem protegidos

Álex Márquez e Joan Mir se queixaram do trecho de brita na curva 7, palco do acidente entre Marc Márquez e Marco Bezzecchi no GP da Indonésia de domingo (5). Na visão dos espanhóis, o degrau foi determinante na lesão do campeão de 2025.

Vindo de vitória na sprint, Bezzecchi repetiu a largada ruim que tinha feito no sábado e se enroscou com o rival da Ducati na curva 7 de Mandalika. O titular da Aprilia tentou ultrapassar mesmo sem estar completamente ao lado do #93 e, quando tentou abortar a manobra, já era tarde demais.

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O choque, em si, não foi tão severo, mas Márquez executou uma série de piruetas ao ganhar velocidade na chegada à brita após percorrer o trecho de asfalto, o que resultou em uma lesão. Os exames feitos no hospital de Mataram identificaram uma fratura na região da clavícula direita, mas Marc sinalizou problemas também de ligamento.

Testemunha ocular da queda, Mir acredita que um degrau foi o causador da lesão de Márquez e se disse preocupado com Bezzecchi pelos mesmos motivos.

Marco Bezzecchi e Marc Márquez se envolveram em acidente (Foto: Reprodução/MotoGP)

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“Pelo que eu vi, foi muito perigoso. Não só pelo ‘degrau’ que Marc atingiu, que provavelmente quebrou o que quer que tenha sido, a clavícula, por esse motivo”, disse Mir. “Fiquei preocupado por Bezzecchi, pois, quando ele estava na moto, pegou aquele degrau e foi super-rápido para a brita”, seguiu,

“Eu realmente não entendo por que temos brita ali. Se fosse só asfalto, seria muito mais seguro para nós”, defendeu. “Ninguém quer que essas coisas aconteçam. E, naquele pedaço, é um trecho de super alta velocidade. Provavelmente, Bezzecchi não esperava a [diferença de] velocidade para Marc e o atingiu. Essas coisas podem acontecer, mas, desta vez, foi muito perigoso”, completou.

Álex Márquez também apontou preocupação com a brita ainda na antessala do pódio.

“Viram como está a brita? É uma merda. Sempre acontece a mesma coisa: enquanto não acontece nada, não fazem nada. Têm pedras muito grandes, é impossível que não aconteça nada”, disse Álex enquanto assistia o replay do tombo do irmão.

Depois, falando com a imprensa, o caçula dos Márquez cobrou mudanças e apontou também a fadiga dos pilotos com uma temporada tão longa.

“Não posso ficar contente. Tinha um degrau na terra. Quando você cai nessa velocidade, o que o piloto quer é frear, esticar os braços. É preciso estar atento a essas coisas”, cobrou. “Os 22 GPs envolvem 44 largadas ― entre sprints e corridas longas ― e não é coincidência que tenhamos tantas lesões. As pessoas se machucam mais. Nós queremos dar espetáculo, mas precisamos estar mais protegidos”, encerrou.

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