Rins comemora e diz que GP da Indonésia “lembrou um pouco os velhos tempos”

Álex Rins considerou que a atuação no GP da Indonésia serviu como resposta para aqueles que “pararam de acreditar em mim”

Álex Rins afirmou que a atuação no GP da Indonésia de domingo (5) o “lembrou um pouco dos velhos tempos”. Espanhol manteve os pés no chão, mas reconheceu que deixa Mandalika com uma sensação reconfortante, já que o desempenho é também uma resposta àqueles que deixaram de acreditar nele.

A performance em Mandalika foi um raro lampejo do Rins de antigamente. Em 2023, o espanhol sofreu uma fratura feia na perna direita pouco após vencer o GP das Américas com a LCR. Depois, no início de 2024, Álex migrou para a Yamaha e, desde então, não conseguiu recuperar a forma que exibia nos tempos de Suzuki.

Hoje, o #42 tem 19ª colocação no Mundial de Pilotos, com só 51 pontos, 107 a menos do que Fabio Quartararo, o melhor classificado entre os pilotos da casa de Iwata.

Na Indonésia, porém, Rins esteve entre os protagonistas. Forçado a usar um pneu macio na traseira, já que os pilotos a bordo da YZR-M1 tinham dificuldade para aquecer o médio, Rins, que já tinha feito uma boa classificação ― largando em quarto, no melhor desempenho desde 2023 ― chegou a assumir o segundo lugar na prova e permaneceu na briga pelo pódio até que o desgaste do pneu o tenha levado a descer até o décimo posto.

Álex Rins teve em Mandalika o melhor fim de semana da temporada (Foto: Yamaha)

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“Foi meio duro para mim”, disse Rins. “Estou realmente feliz, não por causa da corrida, mas por causa do fim de semana, pois me lembrou um pouco dos velhos tempos, curtindo com a Suzuki”, comentou.

“Eu estava pilotando bem, defendendo a minha posição, ultrapassando. Fizemos um ótimo fim de semana”, avaliou. “Foi uma pena. Sabíamos antes de começar a corrida com o [pneu traseiro] macio que iríamos sofrer. Eu esperava que a queda de desempenho viesse mais cedo, mas, no fim, foi só nas últimas cinco voltas. Dei meu melhor, tentei controlar o pneu traseiro e, até as últimas cinco voltas, eu estava lá”, detalhou.

Rins destacou que nunca deixou de acreditar em si mesmo, mas revelou que alguns perderam a confiança na capacidade dele.

“Nunca deixei de acreditar em mim mesmo”, garantiu o pai do pequeno Lucas. “Tem algumas pessoas ao meu redor que pararam de acreditar em mim. Questionando e coisas assim, mas eu nunca deixei de acreditar que era capaz. Claro, foi só um fim de semana, mas agora vamos para a Austrália. Vamos ver o que acontece lá. Vou tentar dar o meu melhor”, garantiu.

Por fim, Rins admitiu que foi “bem satisfatório” exibir uma performance que prova que ele ainda é capaz de ser competitivo.

“É muito duro quando as pessoas não acreditam mais em você e você está lutando e tentando”, assumiu. “Foi bem satisfatório. Mas, como eu disse, foi só o fim de semana, vamos ver como continua. Vamos ver como será em Phillip Island. Temos boas memórias de lá”, ressaltou Álex, que venceu na Austrália em 2022.

“Estou bem feliz. Estamos performance bem. [Até cinco voltas para o fim] eu era segundo, então curti bastante”, concluiu.

MotoGP volta a acelerar entre os dias 17 a 19 de outubro com o GP da Austrália, direto de Phillip Island, 19ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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