Ducati celebra Gresini, mas vê Indonésia como “fim de semana mais complicado para nós”
Diretor da Ducati Corse, Gigi Dall’Igna considerou que a equipe de fábrica viveu o momento mais difícil da temporada e falou em se debruçar sobre os dados para buscar respostas. Ainda, dirigente exaltou o bom trabalho feito pela Gresini em Mandalika
Chefe da Ducati Corse, Gigi Dall’Igna avaliou que a equipe de fábrica viveu na Indonésia “o fim de semana mais complicado” do ano. O dirigente falou em analisar os dados, especialmente os de Francesco Bagnaia, em busca de respostas.
Depois de dominar o GP do Japão, com pole e vitórias na sprint e no GP, Bagnaia apareceu com uma performance completamente diferente em Mandalika e zerou o fim de semana. O cenário não foi muito melhor para Marc Márquez, que passou pelo Q1 pela primeira vez no ano, largou em nono, foi sexto na sprint e abandonou o GP após ser derrubado por Marco Bezzecchi, o que resultou em uma lesão no ombro.
Mas, se a equipe de fábrica pouco teve a celebrar, o cenário foi diferente na Gresini. Depois de ser derrotado por Bezzecchi na sprint, Aldeguer dominou a corrida longa e assegurou o primeiro triunfo da carreira na MotoGP, com Álex Márquez aparecendo para fechar o pódio, atrás de Pedro Acosta, o segundo colocado.
No tradicional balanço pós-corrida, Dall’Igna parabenizou a Gresini e lembrou que a conquista do Mundial de Equipes pela estrutura de fábrica mesmo em um fim de semana difícil mostra bem o que foi a temporada 2025.

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“Foi, sem dúvidas, o fim de semana mais complicado para nós na equipe de fábrica e, ainda assim, um resultado excelente para a Ducati e seus jovens pilotos, com o registro da incrível vitória de Aldeguer completado pelo excelente terceiro lugar de Álex Márquez”, escreveu Dall’Igna no LinkedIn. “Antes de mais nada, nós celebramos a maravilhosa conquista do Mundial de Equipes após a corrida sprint de sábado! Vencê-lo no nosso pior fim de semana da temporada diz muito sobre o incrível campeonato que estamos tendo”, seguiu.
“Dedico esse resultado ao nosso extraordinário time, nossas meninas e meninos, com um valor humano extraordinário que vai além do mero valor técnico: são profissionais absolutos que sabem como trabalhar juntos para trazer aquele algo extra que faz a diferença. Estou orgulhoso de todos eles. É um privilégio fazer parte de um grupo que escreveu páginas da história do esporte e, para coroar tudo, se consolidou com uma filosofia que é um verdadeiro jeito de ser, viver e vencer. Campeões do Mundo!”, seguiu.
Ainda, Gigi lembrou que a vitória de Aldeguer e o terceiro lugar de Álex Márquez permitiram que a Ducati superasse a Honda para se tornar a fábrica com mais pódios consecutivos na história da MotoGP.
“Em um dia que, para nós, foi menos do que brilhante, os pilotos da equipe Gresini fizeram questão de entregar à Ducati o recorde absoluto de pódios consecutivos na classe rainha! Uma luz brilhante chamada Fermín fez a pista de Mandalika se iluminar. Foi a primeira vitória dele: conquistada no ano de estreia na MotoGP, como só verdadeiros campeões são capazes de fazer. Ele é o segundo piloto mais jovem da história a vencer um GP, atrás apenas de Marc. Ele não apenas venceu, mas dominou, não parecendo em nada com um novato ao conquistar a primeira vitória. Uma estratégia perfeita, uma clara e mesmo assim agressiva pilotagem: ele controlou, forçou, aumentou a vantagem e controlou, acumulando uma vantagem que só um campeão experiente consegue. Ele certamente aproveitou ao máximo a situação que se apresentou na corrida, em um fim de semana que começou em alta na sexta-feira e continuou ainda melhor com o segundo lugar no sábado”, destacou. “Álex, por sua vez, não foi tão rápido quanto o habitual, mas conseguiu conquistar o pódio com uma corrida inteligente. Este ano, ele demonstrou uma consistência incrível que deu a ele o título de ‘Melhor piloto independente’ e fortaleceu o segundo lugar dele na classificação geral. Um elogio especial, portanto, para a equipe Gresini pelo valioso e louvável trabalho. Parabéns de verdade!”, frisou.
Dall’Igna, porém, não esqueceu do revés de Marc, que sofreu uma lesão no ombro e não vai correr na Austrália e na Malásia, e nem tampouco de Bagnaia, que voltou a sofrer na temporada.
“Mas, acima de todo, enviamos a Marc nossos mais sinceros votos por uma recuperação completa, sem urgência ou eventos inesperados. Felizmente, o tempo está do nosso lado”, apontou. “Foi um fim de semana no qual tudo foi complicado e mais difícil de digerir. Teremos de avaliar todos os dados técnicos com a necessária calma e paciência, ainda mais no caso de Pecco, sobre quem tanto já foi dito. Vamos seguir em frente com as mesmas convicções e confiança de sempre”, assegurou.
Por fim, Dall’Igna avaliou que o fim de semana em Mandalika foi um lembrete de como nada bem fácil, nem mesmo em um ano tão forte quanto o da Ducati.
“Digamos que Mandalika foi um daqueles fins de semana que acontecem, até mesmo com a gente… Essa é a novidade do momento. De vez em quanto, nós também precisamos de imprevistos para nos lembrar que nada é fácil e tudo é resultado de um comprometimento constante, sempre”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 17 a 19 de outubro com o GP da Austrália, direto de Phillip Island, 19ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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