Band tira Indy de concorrente em 2026 e volta a transmitir categoria após 6 anos

Após perder os direitos da Fórmula 1 para a Globo, a Band anunciou, nesta quinta-feira (30), que retomará a transmissão da Indy a partir da temporada 2026

Após seis anos, a Indy está de volta a uma velha conhecida. Isso porque, nesta quinta-feira (30), a Band anunciou que retomará a transmissão da categoria a partir da temporada 2026, resgatando uma parceria histórica que ajudou a popularizar a principal competição de monopostos dos Estados Unidos aqui no Brasil e marcou gerações de apaixonados pelo esporte.

A última vez que a emissora do Morumbi contou com o campeonato norte-americano na grade de programação foi em 2020, antes de adquirir os direitos da Fórmula 1, Fórmula 2, Fórmula 3, Stock Car, Copa Truck e Porsche Cup para 2021 e optar por não renovar o contrato. Desde então, além da ESPN (TV fechada) e da Disney+ (pacote Premium), a Indy também era acompanhada pela TV Cultura (canal aberto), que acabou perdendo a disputa contra a rival paulista e não contará mais com a categoria no próximo ano.

A presença da Band não tem interferência no contrato da ESPN com a Indy, que foi renovado em janeiro até o fim de 2027, em um vínculo que também contempla Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

O novo acordo chega para servir como uma espécie de consolo, já que a Band sofreu um forte baque ao perder os direitos de transmissão da F1 para a Globo, que fechou contrato com o Liberty Media em julho. A mudança de ares do Mundial, na verdade, era algo esperado há algum tempo, pois o canal de São Paulo enfrentava dificuldades para repassar os pagamentos ao grupo estadunidense — um problema, inclusive, que atrapalhou a cobertura do GP de Singapura.

A Band voltará a transmitir a Indy a partir da temporada 2026 (Foto: Indycar)

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A história da Indy na TV brasileira

A Band foi a primeira emissora do Brasil a transmitir a Indy em TV aberta, ainda nos anos 1980, impulsionada pela ascensão de Emerson Fittipaldi na categoria. Tendo em Luciano do Valle a sua principal voz, o canal paulista ajudou o campeonato a ganhar popularidade por aqui. Foi então que, no início dos anos 1990, encerrou-se o primeiro ciclo da Band com a Indy.

A categoria passou, então, a ser exibida pela extinta TV Manchete, entre 1993 e 1994, antes de ter os direitos adquiridos pelo SBT a partir da temporada seguinte. 1995 foi o último ano da Indy antes da cisão entre CART e IRL, que ficou com a principal corrida do calendário, as 500 Milhas de Indianápolis, mas sem os principais pilotos, que seguiram com a CART. A Band, então, passou a ser a emissora oficial a exibir as corridas da IRL, enquanto o SBT ficou com a divisão mais famosa.

Desde então, a emissora do Morumbi seguiu como uma espécie de sinônimo da Indy no Brasil. A Band sofreu grande perda em 2014, quando Luciano do Valle morreu, vítima de infarto. Téo José, que já narrava para o canal, assumiu o posto de #1, mantendo-se por ali até o começo de 2018, quando foi dispensado da emissora.

A partir de então, as transmissões da Band e do BandSports foram lideradas por Eduardo Vaz ou Celso Miranda na narração, com os comentários de Felipe Giaffone. Mas o comentarista deixou o grupo para assumir a função na Globo, sendo confirmado, no fim de 2019, como o substituto de Reginaldo Leme.

Foi também em 2019 que o serviço de streaming DAZN iniciou as exibições da Indy, transmitindo, paralelamente à Band, a temporada daquele ano e a de 2020.

A partir de 2021, a TV Cultura entrou para as transmissões entre os canais abertos, substituindo a Band, com a dupla formada pelo narrador Gefferson Kern e o comentarista Rodrigo Mattar. Nas últimas temporadas, a pilota Bia Figueiredo passou a fazer os comentários. Já a ESPN transmite em TV fechada desde 2022, com o trio formado por Thiago Alves, Victor Martins [CEO do GRANDE PRÊMIO] e o ex-piloto Christian Fittipaldi.

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