Palou admite que pensou em abandonar Indy por reserva na F1 após acordo com McLaren

Durante julgamento do caso de abandono de contrato, que põe frente a frente Álex Palou e a McLaren, piloto admitiu que estava pronto para deixar a Indy para qualquer possibilidade de chance na Fórmula 1

O desejo de fazer parte da Fórmula 1 era tão robusto que Álex Palou estava disposto até a trocar a chance de um período de glórias nos Estados Unidos pela incerteza de um futuro no Mundial. Foi a revelação que o agora tetracampeão da Indy fez na última quinta-feira, durante depoimento dado em julgamento do caso de quebra de contrato om a McLaren.

O julgamento, que está sendo conduzido na Alta Corte de Londres, esquentou nesta semana, uma vez que Nick de Marco, advogado que representa Palou no caso, teve a chance de interpelar tanto Zak Brown, CEO da McLaren, quanto Palou no banco das testemunhas. Brown já havia rejeitado totalmente a ideia de que prometeu uma vaga ao piloto na F1.

Depois disso, as perguntas a Palou deram claridade a como o piloto enxergou todo o imbróglio. Reforçou que recebeu a garantia de espaço na F1 quando aceitou trocar a Ganassi, por onde já havia sido campeão na Indy, pela McLaren. E admitiu a irritação ao descobrir que a equipe inglesa havia contratado Oscar Piastri na vaga que imaginava ver aberta, a que era ocupada por Daniel Ricciardo no momento em que assinou.

Palou assinou com a McLaren no início de 2022, em movimento que causou problema com a Ganassi, com quem tinha mais dois anos de contrato. Assim, só iria para o time inglês em 2024, inicialmente na Indy, mas com olhos na F1. Após o acerto com Piastri, porém, a coisa esfriou e Palou decidiu quebrar o acordo em meados de 2023. Permaneceu na Ganassi, pois.

Zak Brown e Álex Palou depuseram em julgamento (Foto: McLaren)

O acordo entre Palou e McLaren seria válido por três anos, entre 2024 e 2026, com uma cláusula de renovação para 2027. E foi ao indagar sobre os critérios desta cláusula que o advogado fez seu cliente mostrar até onde estava disposto a ir para ter chances de andar na F1.

“Você podia rejeitar a extensão contratual sob a condição de que não corresse por outro time da Indy na temporada 2027. Se tivesse ficado na McLaren, o que faria quando a McLaren tentasse exercer essa cláusula?”, indagou o advogado diretamente para Palou.

“Nesta altura, se eu tivesse a possibilidade de não correr na Indy, mas ainda conquistar uma vaga de reserva na F1 por outra equipe, era isso que eu tentaria fazer. Era meu sonho”, admitiu.

O julgamento continua em andamento.

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