“Não quero carro assim”: como reunião com McLaren deixou Norris mais confortável
Lando Norris explicou que a reunião pós-corrida em Singapura mudou mentalidade da McLaren e deixou carro mais favorável ao estilo de pilotagem dele
Lando Norris venceu de maneira incontestável o GP da Cidade do México do último domingo (26). O britânico explicou que a reunião pós-corrida em Singapura fez a McLaren reencontrar o caminho da vitória, deixando-o novamente mais confortável no carro.
Norris dominou o fim de semana no México, cravando a pole-position e triunfando com 30s de vantagem para Charles Leclerc. Foi a maior margem de vitória nesta temporada e a maior desde o GP dos Países Baixos de 2023.
O piloto do #4 também assumiu a liderança do Mundial de Pilotos, com apenas um ponto de diferença para Oscar Piastri, que teve mais uma atuação apagada e cruzou a linha de chegada no Hermanos Rodríguez apenas na quinta colocação.
Apesar de liderar o campeonato, Lando nem sempre se sentiu confortável no comando do MCL39, por conta da sensibilidade no eixo dianteiro, que o impediu de levar o carro ao limite, especialmente nas classificações.

“É que me sinto melhor com o carro hoje”, disse Norris à Sky Sports após vencer no México. “Tudo depende de como me sinto com o bólido. No ano passado, estava me sentindo confortável, consegui um desempenho melhor. Este ano, tive dificuldade para me acostumar com ele”, seguiu.
“O MCL39 tem sido incrivelmente rápido, mas ainda é claramente difícil de pilotar. Mas quando você consegue encontrar o ponto ideal, dá para fazer ele funcionar, e isso ainda é algo com que tive dificuldades nos últimos fins de semana, mesmo em Singapura [onde largou em quinto e terminou em terceiro]”, reconheceu.
“Tivemos nossa reunião pós-corrida e comentei: ‘Pessoal, este é exatamente o carro que eu não quero. Esta é a razão pela qual não conseguimos ganhar mais corridas, pela qual não vamos ganhar no futuro, se continuarmos com um modelo que não me dá o que preciso’. Neste fim de semana, tive um pouco mais do que precisava e consegui ter um bom desempenho. É simples assim”, salientou.
Questionado sobre se duvidou de si mesmo, Norris respondeu: “No início do ano, em alguns momentos, certamente duvidei. Porque nunca quero culpar meu carro, e quando Oscar estava vencendo, a última coisa que poderia fazer era usar a desculpa de que meu carro não era bom o suficiente. Mas eu não estava conseguindo me adaptar e não estava encontrando uma maneira de fazer isso funcionar, e agora estou conseguindo”, analisou.

“Acredito que uma corrida com bom desempenho não significa nada. Duas, três, quatro seguidas, sim”, admitiu.
“Acho que os últimos meses têm sido bons. Tive um bom fim de semana agora, mas Max ainda me alcançou e ainda preciso manter a calma”, encerrou Norris.
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