Chefe da LCR confirma fim de status de equipes independentes na MotoGP: “Importante”

Presidente da IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida), Lucio Cecchinello confirmou que, a partir de 2027, a equipes da MotoGP não serão mais divididas entre fábricas e independentes

Presidente da IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida), Lucio Cecchinello confirmou que, a partir de 2027, a MotoGP não fará mais uma diferenciação entre equipes de fábrica e independentes. Ainda assim, o dirigente disse não acreditar na adoção do modelo da Fórmula 1, com as equipes menores construindo as próprias motos.

Hoje, a MotoGP conta com cinco fabricantes — Ducati, Aprilia, KTM, Honda e Yamaha — e outras seis equipes satélites — Gresini, VR46, Trackhouse, Tech3, LCR e Pramac. As estruturas clientes, porém, fazem leasing das motos completas e, em alguns casos, recebem motos iguais àquelas utilizadas pelos times oficiais.

Há algumas semanas, porém, surgiram rumores de que o atual sistema será encerrado, com todos os times ganhando igual status a partir de 2027. A informação agora é confirmada por Cecchinello.

“Correto. E isso é uma notícia importante para nós”, disse Lucio em entrevista ao site italiano GPOne. “Como resultado, todas as equipes satélites existentes terão mais proeminência. Sendo sincero, as equipes de fábrica sempre tiveram mais apelo, tanto entre os pilotos quanto entre os patrocinadores”, reconheceu.

Lucio Cecchinello confirmou fim de divisão entre equipes de fábrica e independentes (Foto: AFP)

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Na teoria, a mudança poderia resultar em um sistema similar ao que é utilizado na Fórmula 1, onde cada equipe constrói o próprio carro, as vezes comprando itens de outros construtores. No caso da MotoGP, as satélites poderiam adquirir motores de Ducati, Aprilia, Honda, Yamaha ou KTM e instalá-los em chassis produzidos por outros fabricantes, como, por exemplo, Kalex ou Boscoscuro, que já estão presentes no Mundial de Motovelocidade.

Ainda que goste da ideia, porém, o chefe da LCR não vê isso se tornando realidade em um futuro próximo.

“No fim, todas as fábricas teriam de definir se fariam leasing dos novos motores de 850cc para uma equipe a partir de 2027. Nós vimos esse conceito no passado com o Team Roberts e também com a WCM. Como um chefe de equipe apaixonado, eu apoio esse conceito. Realmente tem um apelo para mim”, disse Lucio. “Mas, na realidade, é muito difícil que qualquer equipe hoje tenha a habilidade e os recursos para construir um chassi, para trabalhar na carenagem e em toda a aerodinâmica. É uma tarefa muito complexa que só os engenheiros dos departamentos de competição das fábricas podem executar”, avaliou.

“Você também precisaria ter acesso a um túnel de vento se quiser ser competitivo. Não consigo imaginar uma equipe da MotoGP atuando simultaneamente como um construtor em um futuro próximo, como a McLaren na Fórmula 1, por exemplo”, encerrou.

MotoGP volta a acelerar entre os dias 7 e 9 de novembro com o GP de Portugal, direto de Portimão, para a 21ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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