Sem tempo para blefes e descrendo de chuva: a sexta-feira de Verstappen em Interlagos

É muito fácil deduzir se Max Verstappen poderá realmente surgir como um fator no fim de semana pelo tom dos rádios e, claro, das entrevistas. Nesta sexta-feira (7), por exemplo, afirmou que nem a chuva poderá ser capaz de maquiar a instabilidade do RB21 em Interlagos

Há pessoas que simplesmente não conseguem disfarçar quando estão muito felizes ou completamente insatisfeitas com alguma coisa, e não é exagero nenhum dizer que Max Verstappen é exatamente assim. A satisfação quase plena que o fez dizer com segurança que estava na briga pelo título depois da vitória acachapante nos Estados Unidos é diretamente proporcional à total falta de esperança e paciência que a classificação sprint do GP de São Paulo provocou, e tal constatação não é feita baseada em análises corporais e coisas do tipo. Não. Definitivamente, Verstappen não é um homem de meias palavras.

As ditas após a sexta-feira (7) de atividades de pista em Interlagos foram bem inteiras, até. E diretas, sem rodeios, pois Max parece ser o tipo de pessoa que não tem o menor ânimo para blefes. É muito fácil deduzir se ele poderá realmente surgir como um fator no fim de semana pelo tom dos rádios e, claro, as entrevistas.

Não que ele esteja sisudo ou rabugento, nada disso, pois também não faz o estilo dele. No paddock, enquanto falava ao canal ViaPlay, foi perguntado se torcia pela chuva — afinal, a ameaça de um ciclone extratropical pode trazer o mesmo caos visto nas últimas três edições por conta da tempestade, porém, na pista, ele reina no asfalto molhado. Só que nem mesmo a chuva pode ser capaz de trazer alguma esperança, ao menos na opinião do próprio Verstappen, que sorriu ao repórter e foi bem direto: “Eu queria um carro melhor”.

O carro da Red Bull não está bom. Mais uma vez, assim como em tantas ocasiões em 2025, a direção instável o incomoda, mas a situação parece um pouco mais escalonada em solo paulistano. “Muita vibração no carro. Temos muitos problemas na tocada, que não é o que queremos. Além disso, também não temos aderência. O setor intermediário é terrível. Simplesmente não consigo virar o carro. E, ao mesmo tempo, não posso mesmo confiar na traseira”, elencou, resumindo: “Para nossa equipe, está muito ruim”.

Max Verstappen não ficou nada satisfeito na sexta-feira, e não é blefe (Foto: Rodrigo Berton/Agência Warm Up)

Claro que isso tudo pode — e deve — mudar no sábado, porque a previsão é realmente de termos os intermediários em ação em algum momento, e Verstappen tem contra a própria declaração a vitória épica no ano passado, que foi sob muita chuva. A verdade é que condições assim sempre abrem infinitas possibilidades e também colocam dois fatores determinantes em jogo para dar ao piloto a chance de brigar pela vitória: a sorte e a estratégia.

Ano passado, aliás, a sorte sorriu para Max, quando a bandeira vermelha lhe deu a janela da troca de pneus, por isso é impossível prever o que, de fato, vai acontecer. Mas há um senão importante, que é a própria impressão dele diante de tudo isso. Como dito, Verstappen não costuma enrolar quando lhe fazem uma pergunta objetiva. É o jeito meio ‘máquina’ de ser, que sempre fica mais evidente quando o assunto são corridas, mas é presente em inúmeros momentos extrapista do neerlandês.

Por essa razão, não tem como desconsiderar a descrença dele até mesmo com a chuva, que frente à força demonstrada por Lando Norris, aparece como única esperança de mantê-lo vivo na bendita briga pelo Mundial de Pilotos. A situação por si só, largando em sexto e com Norris, o líder, na pole, já é dramática, mas se há alguma boa notícia é o fato de ainda ser a sprint.

Bem, ainda.

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SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Corrida sprint11:0013:0015:0016:00
Classificação15:0017:0019:0020:00
Corrida14:0016:0018:0019:00

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