Razgatlioglu lamenta falta de pneus novos em teste com Yamaha: “Até ofereci pagar”

Toprak Razgatlioglu fez um balanço positivo do teste que fez com a Yamaha em Aragão no início da semana e avaliou que poderia ter sido mais rápido se tivesse mais um conjunto de pneus novos disponíveis

Toprak Razgatlioglu fez um balanço positivo do teste que fez com a Yamaha em Aragão no início da semana. Ainda assim, o turco lamentou não ter mais pneus novos disponíveis e revelou que chegou a sugerir pagar do próprio bolso, já que acredita que poderia ter sido ainda mais rápido.

Às vésperas da estreia oficial na MotoGP, Razgatlioglu contou com a gentileza da BMW que, mesmo tendo-o preso a contrato, liberou a antecipação do início dos trabalhos com a Yamaha. Assim, o tricampeão do Mundial de Superbike passou dois dias no MotorLand com a marca dos três diapasões para ir pegando a mão com a YZR-M1.

De acordo com informações da versão espanhola do Motorsport, Toprak completou 33 voltas ao longo do dia, registrando um melhor tempo de 1min49s176 em condições de asfalto frio e temperatura ambiente de cerca de 14ºC.

“De manhã estava muito frio, aí a situação melhorou. Felizmente, não tinha muito vento. Obviamente, a MotoGP dá um feeling completamente diferente do que a superbike. É muito mais sensível: uma pequena derrapada e você já sente”, comentou em entrevista ao site turco MotoEtkinlik. “No entanto, o início é sempre mais difícil. Aí você vai se acostumando lentamente. Está claro que temos um longo caminho pela frente, pois ainda não conheço os limites da dianteira. Talvez ainda tenha de cair algumas vezes…”, seguiu.

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Toprak Razgatlioglu testou com a Yamaha no início da semana (Foto: Yamaha)

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Uma das diferenças entre o Mundial de Superbike e a MotoGP reside nos pneus, já que a série das motos de produção usa Pirelli, enquanto a classe rainha tem a Michelin como fornecedora única.

“Todo mundo diz que o dianteiro da Michelin não tem aderência com temperatura baixa e não deve ser usado de maneira agressiva. Foi por isso que tentei ser um pouco mais gentil, mas, perto do fim do teste, consegui fazer bons tempos. Tinha dois pneus novos disponíveis, pois o propósito era subir na moto e conhecê-la”, explicou.

Ao longo do teste, Razgatlioglu trabalhou na ergonomia da moto, fazendo ajustes para encaixar perfeitamente na YZR-M1.

“Ajustei o manete e acertei do jeito que eu gosto. Os detalhes são importantes, e tivemos de fazer ajustes. A pedaleira, o freio traseiro, as marchas, os controles: nós acertamos tudo, mesmo que no final você ainda queira mais”, relatou.

Mesmo considerando o trabalho produtivo, Toprak reconheceu que queria mais e acredita que poderia ter feito um tempo melhor se tivesse mais um jogo de pneus novos disponível.

“Se eu tivesse outro pneu, poderia facilmente ter rodado em 1min48s”, assegurou. “De manhã, por segurança, saí com pneus novos para ter uma ideia, mas também tinha dois usados. Não foi um início ruim, fiz 1min50s400 como meu melhor tempo. No entanto, primeiro fiz nove voltas com pneus novos e aí troquei para usados por mais três, mas os tempos estavam muito altos e notei uma grande queda de desempenho”, contou.

“Especialmente, a abordagem das curvas para a direita é diferente. Temos de aprender. Com os pneus usados, a moto vibrava muito do lado direito, por causa da estrutura diferente do pneu, então esperei um pouco e saí com novos”, apontou. “Na última saída, rodei em 1min49s. Fiz nove voltas, sempre na casa de [1min]49s, incluindo a última. Digamos que mantive um bom ritmo. Se tivéssemos outro pneu, acho que poderia facilmente ter baixado para 1min48s. Pedi um, mas eles não podiam me dar. Até me ofereci para pagar, mas não tinham pneus disponíveis, pois tem regra: não pode usar mais de 260 [no ano]. Estando no limite, eles arriscariam uma punição. O piloto de testes usou mais, mas isso é outra história”, acrescentou Razgatlioglu.

Toprak revelou que chegou até a pensar em pedir pneus novos para uma marca concorrente, mas entendeu que é preciso pegar a mão da moto pouco a pouco.

“Sempre tenho expectativas. Por isso que quis mais pneus novos. Até pensei em pedir para a Honda ou algum outro, só para ter mais um disponível. Mas, no geral, correu bem”, avaliou. “O importante é que não caí e pude conhecer a moto um pouco. Agora, vamos para Valência com um pouco mais de conhecimento, mas, honestamente, ainda não vou identificar o limite com a dianteira. Vamos descobrindo aos poucos, depois de centenas de voltas. Por enquanto, posso dizer que é muito rápida na reta. Na reta, ela realmente voa”, destacou.

“Os freios são a coisa mais diferente, aquilo com que é mais difícil se acostumar. A estrutura do V4 em si é diferente. A dianteira das motos quatro em linha tem mais aderência, então isso é algo em que a Yamaha terá de trabalhar. Vamos ver no próximo teste”, encerrou.

MotoGP volta a acelerar entre os dias 14 e 16 de novembro com o GP da Comunidade Valenciana, direto de Valência, para a 22ª e última etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.

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