Aleix Espargaró diz que perder concessões da Honda “era objetivo”: “Ou gastei tempo”
Aleix Espargaró acredita que a possível mudança da Honda no ranking de concessões não será um problema para o desenvolvimento da moto, também porque o foco vai mudar para 2027 em breve
Piloto de testes da Honda, Aleix Espargaró mostrou que não teme a perda de concessões para a temporada 2026. O catalão destacou que este era o objetivo e, se não acontecesse, teria apenas perdido tempo.
No início de 2024, a MotoGP introduziu um novo sistema de concessões que divide as fábricas em quatro rankings diferentes, orientados pela pontuação. No grupo A, ficam as fábricas que somaram mais de 85% dos pontos distribuídos no período; no B, aquelas que somaram entre 60 e 85%; no C, entre 35 e 60%; e no D, abaixo de 35%.
O posicionamento em cada um desses rankings determina as benesses e as restrições de cada fábrica, sendo o A tem mais limitações e o D os maiores benefícios. O grande diferencial, porém, é a possibilidade de desenvolver motores, algo que só é permitido a quem soma poucos pontos no período estabelecido.
A Honda precisa somar apenas nove pontos no fim de semana do GP da Comunidade Valenciana para abandonar o grupo D de concessões, que divide com a Yamaha, e se juntar a KTM e Aprilia no C. A mudança significa, porém, uma perda de benesses, já que não poderá desenvolver o motor e terá menos pneus a disposição para testar.
LEIA TAMBÉM
🏍️ Moto2 define campeão na última etapa pela quinta vez desde a criação em 2010
🏍️ Moreira conta com tabu histórico de viradas na Moto2 por título inédito em Valência
🏍️ Moreira tem pista quase livre em direção ao título da Moto2. Confira matemática

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
“O objetivo era perder as concessões e usar todo esse tempo que perdemos para isso”, disse Aleix. “Se você usa todos esses dias, os 260 pneus que eu queimei, os dois últimos meses em que não parei em casa, e aí Joan Mir e Luca Marini não são competitivos e você não perde as concessões, então andei perdendo tempo e a Honda também”, disparou.
“Perder a concessões é bom, significa que fizemos um bom trabalho. Agora teremos e otimizar mais o tempo de pista que temos, porque espero perdê-las neste fim de semana”, ressaltou. “Tendo menos pneus, teremos de ser mais eficientes. Mas também temos de lembrar que, ano que vem, serão seis meses de teste, pois antes das férias de verão, eu já vou estar concentrado na moto de 2027 com os pneus Pirelli”, comentou.
Questionado sobre quando vai testar a moto de 2027, Aleix respondeu: “Sim, existe uma data, mas não posso dizer o dia. Falo muito com Romano Albesiano, comparamos muito uma moto com a outra. No início, vai ser uma moto um pouco hibrida, para tentar entender como funciona com um chassi de 850cc e com um chassi atual, e aí, mais adiante, faremos uma mudança. A primeira parte deste desenvolvimento, que será feito mais na Ásia, no Japão, será mais do Takaaki Nakagami, para eu focar na moto de 2026. Depois, com a temporada rolando, vamos mudar e eu vou subir na nova moto. A Honda está trabalhando muito bem e o motor vai muito bem”.
Ainda, o mais velho dos Espargaró comentou a mudança na Honda ao longo da temporada 2025.
“Tudo mudou. 100%. Nada ficou igual: a aerodinâmica é outra, com o motor, começamos com o 3X e vamos para o 6X, ele evoluiu muito, pesa menos… Mudou toda. O chassi é outro, trabalhamos muito com a balança de carbono, na aerodinâmica, no novo sistema de controle de tração. O melhor exemplo é ver o desempenho de Joan”, apontou.
Aleix frisou, porém, que ir para o grupo C de concessões não é um problema para o desenvolvimento da moto.
“Está tudo bastante priorizado e estruturado. Este ano, nós priorizamos muito com Romano a evolução do motor, fazê-lo correr mais era uma obsessão, sabendo que certamente perderíamos as concessões e não poderíamos evoluir em 2026. Mas não preocupa muito, porque, basicamente, todos os esforços a partir de agora já estão concentrados no motor de 2027. Mesmo que não perdessemos as concessões, o motor com que eu vou correr aqui, que é basicamente o de 2026, não teria avançado muito. Em relação aos pneus, terei menos testes, mas, a partir de junho ou julho, a moto não deveria receber atualizações, porque tudo irá para 2027”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 14 e 16 de novembro com o GP da Comunidade Valenciana, direto de Valência, para a 22ª e última etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da MotoGP direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!