McLaren reconhece riscos de ter dois pilotos na briga pelo título: “Não somos ingênuos”
Chefe da McLaren, Andrea Stella afirmou que a equipe não é ingênua e sabe dos riscos e da pressão de ter dois pilotos disputando o título da F1
A temporada 2025 da Fórmula 1 se aproxima do fim e uma virada de Max Verstappen no Mundial de Pilotos parece cada vez mais improvável, já que está 49 pontos atrás do líder Lando Norris, apesar de ainda ser matematicamente possível. Sendo assim, os pilotos da McLaren têm as maiores chances. No entanto, Andrea Stella, chefe da equipe inglesa, ressaltou que o time “não é ingênuo” e sabe dos riscos de ter os dois competidores disputando o título.
Norris marcou todos os pontos possíveis no GP de São Paulo, vencendo tanto a corrida sprint quanto a prova principal. Oscar Piastri, por outro lado, teve mais um fim de semana complicado: bateu na etapa curta e foi punido por tentar ultrapassar Andrea Kimi Antonelli e acabar o acertando. Terminou fora do pódio pela quinta vez consecutiva. De quebra, o australiano ainda viu o companheiro de equipe abrir 24 pontos de vantagem na liderança.
Apesar de as chances de Verstappen terem diminuído significativamente após a corrida no Brasil, o comando da McLaren ainda teme uma reação do tetracampeão, tomando como base o histórico do esporte.
Em 2007, com a própria equipe inglesa, Fernando Alonso e Lewis Hamilton tiraram pontos um do outro que o título acabou ficando nas mãos de Kimi Räikkönen, que estava na Ferrari. Zak Brown, CEO do time papaia, já reconheceu que corre esse risco em 2025. Stella diz que estão em uma posição muito boa e aposta no trabalho mútuo de Norris e Piastri.

“A história da Fórmula 1 é certamente uma fonte que temos usado para garantir que calibramos ao longo do tempo como abordar a gestão de dois pilotos número um que estão na disputa pelo Mundial de Pilotos”, declarou o dirigente.
“Lando, Oscar e a equipe têm se saído muito bem até agora. Pessoalmente, tenho muito orgulho dos nossos pilotos e dos nossos engenheiros. Eles colaboram de uma forma que, na minha opinião, nunca vimos antes na história da Fórmula 1”, destacou.
“Não somos ingênuos. Sabemos que a pressão e o risco são grandes, mas continuaremos nos apoiando em nossa estrutura, em nossos princípios, nas boas conversas”, ressaltou.
“E, até agora, o que tenho visto é que Lando e Oscar sempre foram muito solidários… Piastri falou muito claramente sobre o respeito e o apoio mútuos que existe entre ele e a equipe e que também existe com Norris”, salientou.

“Portanto, estamos em uma posição forte. Não somos ingênuos, mas trabalharemos muito para garantir que essa posição se mantenha até o final do campeonato”, finalizou o chefe da McLaren.
Após a passagem pelo Brasil, a Fórmula 1 só retorna no fim do mês, para mais uma edição do GP de Las Vegas. A antepenúltima etapa da temporada 2025 acontece entre os dias 21 e 23 de novembro, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO. Depois, restarão apenas as passagens por Catar e Abu Dhabi.
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